28 anos de memórias

Emídio Rangel foi o grande homenageado da conferência de aniversário da TSF. Recordado por todos como um exemplo de independência, fundou em 1988 uma das rádios referência em Portugal. Passou pela SIC e RTP até voltar à casa que ajudou a transformar. Aos 66 anos morreu vítima de cancro. O ministro da Cultura, João Soares, recordou a “revolução” que Emídio Rangel fez e lamentou “que ele cá não esteja, para fazer a revolução que precisamos de fazer quanto à situação que temos no nosso país”.

Esta é uma data que marca um novo ciclo na direção da TSF.  Sai Paulo Baldaia, entra David Dinis. Um novo ciclo, diz Baldaia.

Ouvir:

David Dinis, que chega à TSF depois de liderar o jornal online Observador, fala no desafio que é assumir o novo cargo.

Ouvir:

Nesta conferência discutiu-se o pluralismo e a democracia no jornalismo. Pacheco Pereira, historiador e comentador político, não acredita que “haja uma independência e insenção na comunicação social”. Mais contido nas palavras, Daniel Proença de Carvalho, chairman do Global Media Group, admite que o pluralismo “limitado” pois diz que “é impossível dar voz a todos os cidadãos”.

Sempre irreverente, Pacheco Pereira, falou numa comunicação social “que não informa as pessoas”. “Ao contrário do que muitos dizem, o Correio da Manhã tem notícias e informa. Por detrás do populismo há noticias”, concluiu.

Em dia de celebração, Carlos Magno, presidente da Entidade Reguladora da Comunicação (ERC), arrefeceu os ânimos. “Pergunto-me a mim próprio se hoje, sendo eu presidente da ERC, se a TSF conseguiria nascer”, atacou. O presidente do órgão regulador disse ainda que a estação de rádio “há muito tempo que não tem noticias” e precisa de ser refundada.

Esta foi uma conferência onde também se debateu a sustentabilidade dos grupos de comunicação social em Portugal. “Se queremos ter futuro no jornalismo, o tema de como criar valor económico é absolutamente essencial”, afirmou José Carlos Lourenço, CEO da Global Media Group.

O encerramento coube a João Soares. O Ministro da Cultura elogiou o fundador da TSF, Emídio Rangel. “Fez uma revolução pacífica. Tenho pena que ele já cá não esteja para ajudar a fazer uma revolução que o nosso país tanto precisa”.

[slideshow_deploy id=’35374′]

Texto: Gonçalo Nuno Cabral

Fotos: Gabinete de Comunicação da Escola Superior de Comunicação Social

Gostaste deste artigo? Partilha-o!

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Scroll to Top