5ª Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres

O Terreiro do Paço foi o local escolhido para ser o ponto de encontro e de partida da 5ª Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, que teve início pouco depois das 18h com destino ao Rossio.

Esta iniciativa insere-se na campanha internacional “16 dias de Activismo contra a Violência de género”, que se realiza entre 25 de Novembro e 10 de Dezembro, e que acontece anualmente em mais de 140 países.

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Junto à Estátua de D.José, na Praça do Comércio, estenderam-se cartazes, trocaram-se ideias e houve uma representação cénica de episódios de violência doméstica por parte de vários jovens, antes da Marcha começar.

“O silêncio mata” foi uma das frases de ordem desta marcha, que tinha como principal objetivo levar todos a quebrar o silêncio e a denunciar todos os casos de violência.

A Amnistia Internacional, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) e a Plataforma Maria Capaz são quatro das quinze instituições que se associaram a esta associativa.

Maria Capaz, plataforma feminista, fez-se representar por várias figuras públicas .

“Nem mais uma mulher assassinada” foi o lema defendido pelo Bloco de Esquerda, também presente na marcha. Para este partido o combate à violência contra as mulheres é uma das suas principais preocupações sociais.

Em 2015, foram assassinadas às mãos dos maridos ou companheiros 27 mulheres. Menos 14 face ao mesmo período no ano anterior, de acordo com os dados divulgados pelo Observatório de Mulheres Assassinadas.

Para além disso, no mesmo período de tempo, outras 33 mulheres foram vítimas de tentativa de homicídio, como revela a União de Mulheres Alternativa e Resposta.

“Neste 25 de Novembro, as organizações subscritoras convidam as demais organizações e toda a sociedade à ação pela Eliminação da Violência contra as Mulheres e a quebrar o silêncio em torno de todas as formas de violência. Porque juntas e juntos, quebramos o silêncio exigindo melhor justiça, mais oportunidades e a igualdade”, pode ouvir-se pela voz de Rita Ferro Rodrigues, e pode ser lido na integra aqui.

No mesmo dia, foi também realizada uma marcha pelo mesmo motivo mais a norte, em Coimbra, na Praça 8 de Maio, pelas 16h.

 

Texto: Inês Malta

Fotografia: Inês Malta

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