91.ª edição da livraria a céu aberto

Entre 26 de agosto e 12 de setembro, o Parque Eduardo VII acolhe a 91.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, a segunda maior da história. Este ano, conquista ainda o recorde de maior oferta editorial de sempre, ao receber mais de 700 marcas editoriais. De acordo com Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, este é o evento que junta mais pessoas em torno de um dos setores mais afetados pela pandemia.

A feira que celebra os livros e a importância da literatura oferece uma agenda diversificada, com sessões de autógrafos, colóquios, tertúlias e outros eventos, e conta com a presença de vários autores portugueses e estrangeiros.

Lista detalhada de livros a comprar por uma leitora | Leonardo Lopes // 8ª Colina

São 131 expositores, distribuídos por 325 pavilhões, cujas prateleiras se encontram recheadas de livros.

O período da tarde é sempre o mais concorrido, aquele em que o burburinho e o folhear das páginas se torna mais intenso. Quem chega sente-se seguro e pronto para comprar as histórias que ainda faltam lá em casa.

A preocupação com a saúde pública é uma prioridade para a organização do evento: os espaços têm definida uma lotação máxima, os auditórios estão colocados em pontos estratégicos para evitar a aglomeração de pessoas, o uso de máscara é obrigatório e existem vários pontos com álcool gel para a desinfeção das mãos.

Esta livraria a céu aberto é importante para leitores, escritores e editoras. Os leitores têm a oportunidade de encontrar os seus autores preferidos e de ver os seus livros assinados. Os escritores sentem-se mais próximos do seu público, tendo até a oportunidade de conversar com quem mais os admira. As editoras e distribuidoras conseguem chegar às pessoas mais facilmente, apresentando as edições mais recentes, as novidades e os livros de sempre, de uma forma mais acessível.

A visita já é habitual. O Presidente da República chega à feira às 17h em ponto. O sorriso é evidente por detrás da máscara. No seu discurso na cerimónia oficial de abertura, Marcelo elogia os portugueses por voltarem a apoiar o setor livreiro. Deixa também uma questão: “O livro vai recuperar de vez? É este o grande desafio. Esta Feira do Livro tem de ser um sucesso enquanto Feira e enquanto afirmação do livro, que é um triunfo da cultura.”

Fica ainda a promessa de que, se chegar ao seu 82.º aniversário, Marcelo Rebelo de Sousa marcará presença na 100.ª edição da Feira do Livro: “Já tenho um motivo adicional para viver mais tempo.”

O Presidente da República chega à Feira do Livro de Lisboa | Leonardo Lopes // 8ª Colina.

O primeiro dia fica ainda marcado pelo facto de Fernando Medina, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), não ter acompanhado Marcelo Rebelo de Sousa na habitual caminhada pelos vários expositores. O recandidato pelo PS justifica a sua saída antecipada da Feira por não querer que haja “quem possa recear alguma ação ou intenção de campanha eleitoral”. O Presidente da República cruzou-se com Carlos Moedas, enquanto subia o Parque Eduardo VII. Trocaram breves palavras, e o candidato do PSD à CML continuou a sua ação de campanha, que não tinha sido divulgada à comunicação social.

Marcelo Rebelo de Sousa conversa com Carlos Moedas | Leonardo Lopes // 8ª Colina

Para aqueles que procuram promoções, a chamada “Hora H” é o momento certo do dia. De segunda a quinta-feira, entre as 21h e as 22h, realizam-se as promoções na última hora da maior festa do livro. Além disso, algumas das editoras têm uma lista de “Livros do Dia” – uma seleção de obras que, diariamente, estarão com 50% de desconto.

Pode visitar a Feira de segunda a quinta-feira, entre as 12h30 e as 22h; às sextas-feiras, entre as 12h30 e as 00h; aos sábados, entre as 11h e as 00h; e aos domingos, entre as 11h e as 22h.

Reportagem por Joana Margarida Fialho e Marta Carvalho, com edição de Miguel Tomás.

Fotografias por Leonardo Lopes.

Correção linguística por Andreia Custódio.

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