A nova pele do Chiado

 

Fernando Pessoa está sentado em bronze na esplanada da Brasileira. Protagonista de selfies, estrela de fotos de turistas. Lá dentro do café há Almada Negreiros nas paredes. Mesmo na frente de Pessoa existe um largo onde está sentado num pedestal um frade-poeta que no século XVI escrevia poesia jocosa, chamava-se António Ribeiro, ficou conhecido como “o Chiado”, talvez por ser frequentador assíduo da taberna de um tal Chiado. A verdade é que este versejador sem estilo que faça grande história é quem dá o nome ao bairro: é o Chiado.

A visita começa com o mapa à frente.

E continua com um percurso falado, para ouvir é só clicar no áudio abaixo.

Ainda é fácil imaginar o cheiro dos charutos de Almeida Garrett, Aquilino Ribeiro ou, mais recentemente, os de Carlos de Oliveira e outras figuras das letras e de outras artes a fumegar à porta de uma das livrarias no meio de uma qualquer tertúlia literária ou política.

É por uma livraria que segue esta história, para isso há que voltar a clicar, agora no áudio que está aqui a seguir:

O Chiado enfrentou a decadência e ressurgiu com a grande mudança de pele após o devastador incêndio de 25 de agosto de 1988. Assim começou um novo comércio antigo no Chiado.

 

Reportagem por Pedro Miguel Miranda

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