As duas faces do mesmo Atlético

Mora em Alcântara um dos clubes históricos do desporto português. Nascido a 18 de setembro de 1942, graças à fusão entre o União Football Lisboa e o Carcavelinhos Football Clube, o Atlético Clube de Portugal alicerçou grande parte do seu prestígio nos sucessos alcançados no futebol. Êxito esse que foi conseguido, principalmente, entre 1943 e 1951, quando alcançou por quatro vezes o top-5 do Campeonato Nacional da 1ª Divisão e por duas vezes a final da Taça de Portugal. Apesar desses parecerem tempos longínquos, a verdade é que o clube da Tapadinha continua a fazer história e, a 9 de outubro de 2013, tornou-se oficialmente no primeiro clube português a ser comprado por uma empresa chinesa.
Segundo Almeida Antunes, presidente do Atlético, a SAD “foi constituída por uma necessidade absoluta em encontrar um investidor para poder enfrentar os custos associados à participação de uma equipa de futebol profissional. Desde a época 2011/2012 que o clube se vinha a afundar financeiramente”. E é neste contexto de pré-falência que surge a Anping Football Club Limited, liderada pelo empresário e agente FIFA, Eric Mao, que adquire 70% da SAD do Atlético Clube de Portugal. A empresa, com sede em Hong Kong, era já detentora do Beijing Glory Football Club, tendo também participação num clube da Letónia.
Mas, quando o horizonte parecia mais claro para o histórico lisboeta, os problemas começaram a surgir.

Dança das cadeiras e questões de ingerência

Apesar da compra de 70% do capital da SAD apenas ter sido oficializada em outubro de 2013, a Anping havia já assinado um contrato-promessa com a direção do clube desde julho. E a mão do grupo chinês fez-se notar de imediato. Bruno Baltazar, que orientava o clube desde julho, foi despedido cerca de um mês depois, após 3 derrotas em outros tantos jogos a contar para a Taça da Liga. Para o seu lugar chegou o espanhol Gorka Etxeberria, que teve o mesmo destino em novembro. Depois dele foi a vez do experiente Professor Neca, também ele despedido em fevereiro de 2014. O seu substituto foi Jorge Simão, que se viria a demitir em Maio depois de um episódio caricato relatado pelo então diretor desportivo, José Luís, na rede social Facebook: “Depois de tantos anos de futebol vivi algo que nunca pensei ser possível. Jorge Simão tinha feito a convocatória com 18 jogadores, sendo depois chamado à conversa com Bruce Jii, representante do detentor da SAD. Comunicou-lhe, então, que não contava com ele para a próxima época, e que ou colocava os jogadores que ele entendia a jogar, ou estava despedido. Logicamente que Jorge Simão não acedeu ao pedido (…) Durante a tarde de sábado Bruce Jii ligou-me uma centena de vezes, enviando-me sms a dizer quem queria que jogasse frente ao FC Porto B. Domingo, pelas 14 horas, hora de concentração para o jogo, tentou entrar no balneário, de novo a exigir um diferente onze. A confusão foi grande, e eu, em defesa da equipa técnica e dos jogadores, impedi-lhe a entrada no balneário, chegando mesmo a empurrá-lo. Não admito tal afronta de ninguém”.
Rui Nascimento, treinador-adjunto de longa-data de Manuel Cajuda, foi o escolhido da SAD alcantarense para comandar a equipa na presente época. No entanto, também ele sofreu a chamada “chicotada psicológica” no princípio de 2015, deixando o Atlético a um ponto da zona de despromoção. Tal como os seus antecessores, a ingerência dos administradores da SAD foi um problema pelo qual passou. Pouco tempo antes da sua demissão, confessou: “Comecei a treinar com 5 jogadores e continuam a chegar jogadores novos. Por vezes nem sou eu quem os pede, o presidente da SAD coloca jogadores agenciados pela empresa aqui para os valorizar mas para isso tem de haver consonância entre mim e ele, algo que é muito complicado”. E, se nos jogos da Segunda Liga o treinador dispunha de liberdade para construir o 11 inicial, o mesmo não acontecia nas taças. “A Taça de Portugal e a Taça da Liga não lhes interessa muito pois querem aproveitar os jogos para promover alguns jogadores da empresa. Mas em Portugal um treinador tem de ganhar sempre e, por vezes, não me convém pô-los a jogar… Porque quero ganhar”.
Para Almeida Antunes, acérrimo defensor do treinador, esta era uma atitude de “total desrespeito” da SAD para com Rui Nascimento. Mas os problemas não ficam por aqui, vai uma aposta?

Alerta Máximo

Corria o dia 8 de agosto quando surgiu uma notícia que deixou o futebol português em alerta vermelho. O jornal Expresso teve acesso a um relatório da UEFA intitulado “High Risk Warning”, onde o Atlético aparecia apontado como tendo potencial de risco na manipulação de resultados desportivos. Segundo o relatório, “em 2013, uma companhia chinesa com potenciais ligações a jogos combinados comprou uma parte maioritária do Atlético CP. Além disso, o Atlético CP tem na equipa várias pessoas de interesse, alguns com extensas histórias suspeitas na BFDS [Betting Fraud Detteting System]. Levado tudo em conta, o Atlético apresenta um risco elevado de manipulação e atividades corruptas para a época que vai arrancar”. E continua, afirmando que “por agora, a BFDS não acredita que tenha havido jogos manipulados na época passada ou nesta pré-época. Contudo, o clube contratou recentemente um número de jogadores com passados suspeitos”. O relatório da UEFA aponta o dedo ao guarda-redes letão Igor Labuts (“esteve envolvido em 17 jogos armadilhados na sua carreira quando jogava no FC Jurmala, Illukstes NSS e FG Gulbene”) e ao médio Ibrahim Kargbo (“esteve envolvido em jogos suspeitos durante o seu tempo no Baki FK”). Ibrahim Kargbo, encontra-se, inclusive, suspenso pela Federação de Futebol de Serra Leoa por tempo indeterminado por, alegadamente, ter participado na viciação do jogo entre a África do Sul e a Serra Leoa, em 2008, a contar para a qualificação do Mundial de 2010, que terminou empatado a zero. No entanto, o jogador diz-se inocente, e apelida o caso de “caça às bruxas”. “Sou um jogador profissional, não faria nada que pusesse em risco a minha carreira. É apenas um rumor. No meu país as pessoas adoram-me, desde que saí, em 1997, que tenho sido um dos melhores jogadores, mas a inveja faz com que as pessoas me queiram rebaixar e prejudicar a minha carreira”. O jogador lamenta que a polémica, que “estalou” em julho do ano passado, tivesse tomado tão grandes proporções, ao ponto de quebrar as negociações que mantinha com o Swindon Town, equipa da segunda divisão inglesa. “Não penso voltar a fazer alguma coisa pelo meu país por causa daquilo que aconteceu”, afirma, magoado.
De ressalvar, ainda, que o relatório aponta também o dedo ao já referido Bruce Jii, que acusa de “tentar influenciar a constituição da equipa”.
A resposta da SAD foi imediata, lançando um comunicado onde adjetiva as notícias de serem “totalmente falsas e têm como objetivo único denegrir a imagem e bom-nome destas sociedades”. O documento, assinado por Bruce Jii refere ainda que “a Atlético Futebol SAD está totalmente disponível para colaborar com as autoridades competentes” e respeita “integralmente e sem reservas todas as leis em vigor da República Portuguesa, os regulamentos da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), UEFA e FIFA”. Também Almeida Antunes se mostrou, na altura, disponível para colaborar com as autoridades numa entrevista dada ao Record, onde aproveitou para relembrar que “já quando o Atlético jogou com o FC Porto B, na última jornada do campeonato, se falava nisso”. Mais uma acha para a fogueira que começava a alimentar a guerra entre clube e SAD.

Estádio do Atlético C.P. © Carlos Fernandes
Estádio do Atlético C.P. © Carlos Fernandes

Questões de logística

Apesar de terminada a chamada “silly season”, foi notícia o alegado interesse do Sporting no avançado do Atlético Bjorn Maars. Na altura com 9 golos em 8 jogos, o jovem avançado contratado ao Louletano deu uma entrevista ao site zerozero.pt, onde comentou, não só o interesse dos leões, como a complicada realidade com que se deparou em Alcântara. “Vivem sete jogadores numa casa, sem televisão, sem internet, nada. Isto já pode ter sido considerado normal, mas agora? No século XXI? Não se podem tratar os miúdos assim, como se não fossem ninguém. Estão um pouco melhor, as coisas vão melhorando de dia para dia, mas estão nisto desde julho e estamos em setembro, quase outubro. Nunca na minha vida vi uma situação como esta. Nem no CNS (Campeonato Nacional de Seniores), nem na Terceira Divisão de Espanha, nem mesmo na distrital. Nunca vi!”.
No entanto, segundo o Vice-Presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), José Carlos, esta situação encontra-se devidamente regularizada, assim como alguns ordenados em atraso. O SJPF aproveita também para deixar claro que a sua posição “é crítica e lamenta que os investidores em vez de resolverem os problemas venham agravá-los ainda mais. O SJPF a propósito deste fenómeno apresentou a FPF um conjunto de propostas de reforço do fair play financeiro. O SJPF também acha que A SAD do Atlético, através de alguns comportamentos, permitiu que o nome do clube fosse associado ao match fixing”.
Para Silas, que regressou esta época ao clube que o formou para o futebol, tudo não passou de inexperiência. “Esse é um detalhe que denota alguma falta de experiência das pessoas que estão na SAD, porque, para mim, o que fazia sentido era pensar “eu já sei que vêm estes jogadores, sei mais ou menos o número de casas que preciso e vou começar a procurar antes de eles chegarem para depois lhes mostrar”. Mas é algo que, para o ano, se calhar já não vai acontecer, as pessoas vão tomar as respectivas precauções, porque são coisas fáceis de se fazer”. Inexperiência essa que, acredita o jogador, pode, agora, ser relativizada com a entrada de Admar Hipólito para o lugar de diretor desportivo. “É uma pessoa com experiência que, se calhar, era o que faltava na estrutura da SAD, alguém com alguma experiência e que fale português, para sentir os estados de espírito que poderão existir no plantel”. Admar Hipólito assume o papel e admite que a estratégia inicial do grupo de investidores talvez não tenha sido a melhor. “A SAD chegou aqui com um objetivo. Pensou agarrar isto duma determinada forma mas tinha pouco conhecimento do futebol português. Os investidores tinham o problema da língua, têm o problema de terem uma mentalidade diferente, são de um país diferente, não conhecem a legislação nem uma série de coisas. No entanto, na próxima época, as coisas vão ser um pouco diferentes”, promete.
Mas serão a inexperiência e a adaptação a uma nova cultura fatores suficientes para deteriorar a este ponto as relações entre clube e SAD?

Os fundamentos da discórdia

A relação entre a direção do clube e a SAD do Atlético tem-se vindo a deteriorar continuamente. Almeida Antunes explica que tudo começou quando Francisco Nobre foi dispensado pela SAD, “que era um elemento que poderia estabelecer uma ligação com o clube, mas foi dispensado, para colocar mais uma chinesa. Ou seja, o conselho de administração é só chineses. É um conselho de administração em que o administrador principal não fala com ninguém, resolve tudo sozinho e não fala português”. Outro ponto essencial nesta discórdia é o acordo parassocial, que, diz Almeida Antunes, “o investidor não cumpriu no que toca à regularização de uma série de situações: o aluguer das instalações, o pagamento da água, da luz… Estão a utilizar uma coisa que é do Atlético e têm que pagar, mas não o têm feito, algo que se agrava todos os meses”.
Admar Hipólito vê a situação de um ângulo diametralmente oposto. Antes da sua entrada no Atlético, o diretor desportivo passou pelo Belenenses, embora como Coordenador do Futebol Juvenil. Ora, a equipa de Belém passou por um processo idêntico, uma vez que o empresário Rui Pedro Soares passou a deter cerca de 60% do capital da SAD. Diz Admar Hipólito que, ”normalmente, os presidentes dos clubes fazem os negócios por necessidade de dinheiro, pensando que continuam a ser os donos dos clubes e os gerem como se não existisse SAD. Só que isso é completamente impensável porque, quem investe, toma as responsabilidades das dívidas e a sua gestão. E os presidentes dos clubes não aceitam essas situações, é complicado. Mas, no caso do Belenenses, houve uma vantagem: não houve tanta coisa a sair para os jornais”. E porque é que isso tem acontecido no Atlético? “Porque mandaram pôr as notícias nos jornais”. Quando questionado sobre quem poderia estar por detrás disso, Admar Hipólito não hesita em culpar a direção, até porque não vê “mais ninguém interessado em denunciar situações dessas”.
Este confronto entre clube e SAD deu força ao movimento “Juntos por um Atlético mais Atlético”. Apesar de já existir anteriormente, o movimento, liderado por Armando Hipólito (irmão de Admar Hipólito e ex-dirigente do clube), materializou-se em julho enquanto alternativa à atual direção do clube de Alcântara, com o objetivo de “meter o Atlético numa grande máquina de lavar para que saia de lá branquinho”. Para Armando Hipólito, o problema passa pela direção, que acusa de ter feito um “negócio extremamente doloroso para os sócios e para o clube, que vendeu a preço de saldo (ao que consta por 225 mil euros)”, de “sonegar as informações pedidas pelos sócios” e de se “abstrair de tomar a responsabilidade dos seus 30% da SAD”, tudo isto de uma forma “cobarde”. Assim sendo, propõe a “exoneração dos órgão sociais, criar uma equipa administrativa que possa gerir o clube entre 3 a 6 meses, pedir uma auditoria às contas do clube, apresentar os respectivos resultados e marcar novas eleições”. Apesar de tudo, não isenta a SAD de responsabilidades, cuja gestão classifica de “ruinosa” e “não planeada”, ainda que note algumas melhorias desde a entrada do irmão. “A equipa está estabilizada, já não há contra-informação e a própria equipa melhorou”. Tarefa nada fácil, garante o diretor desportivo, Admar Hipólito.

Nunca me tinha acontecido uma coisa destas…”

É neste histórico clube lisboeta que se encontra o plantel com mais nacionalidades do futebol português. Para ser mais exacto, são ao todo 14 nacionalidades diferentes, divididas em 14 jogadores portugueses, 2 brasileiros, 1 letão, 1 congolês, 1 chinês, 1 costa-marfinense, 1 ganês, 1 azerbaijano, 1 serra-leonense, 1 honconguês, 1 colombiano, 1 norte-americano, 1 guatemalteco e 1 cabo-verdiano. Admar Hipólito confessa: “nunca me tinha acontecido uma coisa destas…”. Apesar de ser um “grupo forte”, “não é, de forma alguma, salutar, muitas vezes até para o próprio treinador, ter estas nacionalidades todas porque tem de ser um poliglota e existem algumas coisas desagradáveis, mesmo em campo, porque cada um fala a sua língua”.
Antes da sua saída do comando técnico do Atlético, Rui Nascimento confirmou que a situação não era a melhor. “Se calhar não posso gritar para uns mas posso para outros. Tenho de estudar bem os níveis psicológicos e mentais dos jogadores. Mas isso também é aliciante. Além disso tenho uma equipa técnica muito boa e que entende outras línguas. Eu, por exemplo, entendo inglês mas não falo fluentemente, falo bem francês, e espanhol todos entendemos. Fora disso, tem de ser por linguagem gestual e de quadro para nos entendermos”. E, se a adaptação a um país novo pode ser complicada, ainda mais complicada fica quando o clube a que se chega está em guerra com a SAD. Antes da sua saída, Rui Nascimento admitia dificuldades em manter a coesão da equipa e dava já sinais de fractura com a SAD: “Em termos financeiros chegou a haver problemas, que se foram resolvendo. Chegaram a viver vários jogadores na mesma casa, mas isso também se foi resolvendo. No balneário sabemos que queremos fazer bons resultados, queremos ser uma família e tentamos unir-nos o máximo possível. Mesmo a minha relação com o presidente da SAD não é de muita simpatia porque eu quero o melhor para os jogadores e eles estão-se marimbando para isso”.
Para Silas, um dos jogadores mais experientes da equipa, a situação não é nova. “O último ano no Chipre correu bem desportivamente mas houve muitos salários em atraso, e essa foi uma das razões que me fizeram começar a pensar em acabar a carreira, porque durante o ano tivemos muitos problemas, havia jogadores com dificuldades financeiras então quem tinha possibilidade teve de ajudar, e são problemas difíceis de lidar no dia-a-dia”. No entanto, para o jogador, o ponto forte da equipa é, precisamente, o balneário. “Temos tido alguns problemas e, se tivéssemos um balneário mais reivindicativo e com gente mais experiente, se calhar tínhamos tido alguns problemas”. E, apesar do ambiente entre clube e SAD, o jogador enaltece o comportamento do público, que tem “apoiado incondicionalmente”.
Hugo Costa, responsável pela comunicação do clube e adepto incondicional, confirma o apoio dado à equipa, embora seja “lógico que os sócios preferiam que não houvesse SAD. Apesar da SDUQ (Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas), que depois deu lugar à SAD, ter sido aprovada em Assembleia Geral, qualquer sócio prefere que seja o clube a gerir os seus próprios destinos do que uma entidade estrangeira que nada tem a ver com o clube nem está identificada com a realidade do país. Mas se nada disto aparecesse nos jornais os adeptos concentravam-se apenas no futebol jogado e ficavam felizes quando o clube ganhava e tristes quando o clube perdia”. E, num clube pouco habituado a tantas nacionalidades, a empatia entre adeptos e jogadores leva mais algum tempo a surgir, até porque “quem é português conhece o Atlético, mas quem vem de fora não conhece o Atlético, não conhece as raízes do clube, a importância do clube no panorama do desporto nacional, não só no futebol, como em várias modalidades. E quando chegam estrangeiros que desconhecem isto, qualquer adepto fica desconfiado”. O presidente Almeida Antunes reforça a ideia de que o ideal seria um Atlético mais português, até porque “a verba gasta em jogadores que vieram do estrangeiro, dividida em certificados internacionais, viagens e alojamentos, podia servir para construir uma equipa fabulosa”.
Numa altura em que tanto se discute o fim dos fundos de investimento e, no panorama nacional, surge a ideia de que a única maneira de manter os clubes ao mais alto nível passa, tal como em Inglaterra, pela venda da propriedade das SAD a grandes investidores, o Atlético Clube de Portugal, assim como o Belenenses, o Olhanense, o Fátima e o Beira-Mar, apresentam-se como casos paradigmáticos daquilo que daí pode advir. Nas palavras do treinador Rui Nascimento, “o Atlético, para eles, é só negócio”. Cabe agora aos responsáveis do futebol português não o deixarem cair nesse “só” infernal.

Texto e Fotos: Carlos Fernandes

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