Mariana Serrano

Bata: “Nós éramos uma espécie de esponjas.”

Bata: “Nós éramos uma espécie de esponjas.”

Cavalete: “Com a água do banho foi embora o bebé.”       “Antes do 25 de abril a palavra política não estava no nosso dicionário.” No Montijo, Maria da Piedade Patinha, aos 16, vê a recuperação da liberdade. Com ela vieram os receios e laivos de novas janelas da cultura.       As […]

Cavalete: “Com a água do banho foi embora o bebé.”

Cavalete: “Com a água do banho foi embora o bebé.”

Cavalete: “Com a água do banho foi embora o bebé.” A revolução do cravos torna as Belas Artes numa fonte de contestação. António Macedo, aos 18, vê a mudança nas artes como o partir da sua paixão. Necessita de procurar por uma nova oportunidade.       A arte em Portugal era pouco procurada, todos […]

Aparelhagem: “A mentalidade não acompanhou a revolução.”

Aparelhagem: “A mentalidade não acompanhou a revolução.”

Aparelhagem: “A mentalidade não acompanhou a revolução.” O tumulto que se sentiu em Lisboa alastrou-se lentamente pelo país. A informação e os meios de comunicação não eram tão rápidos. No nordeste transmontano, Ermelinda Terceiro sente, aos quinze, os sons a chegar, na década de oitenta, com o retorno dos emigrantes.     As pessoas “não entendiam […]

Espingarda: “Tinha noção de que não nos pertencia.”

Espingarda: “Tinha noção de que não nos pertencia.”

O avião da TAP levava os soldados para a Guiné em quatro horas. Manuel Leandro foi enviado em rendição pessoal aos 22 anos, em 1973. Já tinha dois anos de tropa feitos entre Amadora, Carregueira e Beja, mas nada o preparara para o que iria viver por lá. A história de Manuel Leandro.

Pão: “Se a informação fosse banalizada, caía por terra.”

Pão: “Se a informação fosse banalizada, caía por terra.”

Ao ouvir o relato da revolução, conteve-se. Não sabia como iria desencadear-se a situação. Fez apenas o caminho de volta. Deixou o pão e um aviso: naquele dia não voltaria para casa, ficaria de prevenção militar, sem permissão para sair do quartel. A história de José Serrano.

Cachupa: “Ao sair de casa, não sabia quando ia voltar.”

Cachupa: “Ao sair de casa, não sabia quando ia voltar.”

Cachupa: “Ao sair de casa, não sabia quando ia voltar.”             O Cabo da Rocha estava repleto de familiares que se iam despedir. Maria Serrano, com 22 anos, embarcava no paquete Amélia de Melo, com o seu bebé. A rota desta viagem levá-la-ia à cidade do Mindelo, em Cabo Verde, onde […]

Manifestações na Bielorrússia

Manifestações na Bielorrússia

O ano de 2020 foi marcado por fortes contestações na Bielorrússia.  O clima de inquietação começou no momento em que uma candidata forte, Svetlana Tikhanovskaya, surgiu na oposição. Svetlana tornou-se candidata após a detenção do seu marido, Sergei Tikhanovskaya, um youtuber que, além de popular, tinha uma forte opinião contra o regime.  Não sendo o […]

Vespa: “Lembro-me da guerra colonial porque bateu-nos em casa.”

Vespa: “Lembro-me da guerra colonial porque bateu-nos em casa.”

Vespa: “Lembro-me da guerra colonial porque bateu-nos em casa.”     Aos 10 anos muitas são as coisas que nos passam ao lado e várias são as recordações que não guardamos.  Na década de 70, Arlindo Fragoso morava na Chamusca. Por tempos pensou que só dividia a casa com os pais. Mais tarde descobre uma memória levada pela Guerra Colonial. […]

Alcofa: “Os primeiros sapatos que tive foi já na escola”

Alcofa: “Os primeiros sapatos que tive foi já na escola”

Alcofa: “Os primeiros sapatos que tive foi já na escola.” A jorna começava às cinco da manhã. O céu ainda estava escuro e o orvalho plantava-se pelo campo. A rulote levava Ana Leandro, de treze anos, às sementeiras: “Quando chegávamos aos grãos ainda não víamos onde púnhamos os pés.  Trabalhava-se de sol a sol.”   […]

António Macedo: “Os meus melhores quadros são aqueles que ainda não fiz”

António Macedo: “Os meus melhores quadros são aqueles que ainda não fiz”

A pintura fez parte da vida de António desde jovem. Agora, com 64 anos, relembra que o interesse por arte começa pelos 13 anos. Aos 19, enquanto estuda na Faculdade de Belas Artes no Porto, percebe que não conseguiria aprender o bastante sobre o que mais lhe interessava, a arte figurativa. À altura, diz que se sentia como “São João Batista a pregar no deserto”. Conheça António Macedo e a sua história.

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