Benfica a meia-luz

 

É certo e sabido que a luz do dia enche de movimento a Estrada de Benfica. No entanto, como será a célebre estrada que começa junto do Jardim Zoológico e termina nas Portas de Benfica quando o Sol desaparece?

Conseguimos captar a última paragem do autocarro 764, que realiza o percurso entre a Damaia de Cima e a Cidade Universitária, na Estação de Benfica.

 

Por vezes, não há alcatrão que chegue nem movimentos suficientemente rápidos para guardar em fotografia a rapidez do autocarro 750, que corre freneticamente, todos os dias, do Oriente a Algés e vice-versa.

 

“Gosto de estar aqui. Abri a loja em novembro de 2015 e não tenho razão de queixa” – palavras simples mas repletas de significado provenientes de José Bernardino, diretor da Bernina – Made To Create de Lisboa. Com mais de 15 anos de experiência na assistência técnica a máquinas de costura de todas as marcas, mas apenas 33 de idade, José fez do corte-e-costura o seu quotidiano, dando cor e dinâmica à Avenida Gomes Pereira.

 

Naquele início de noite calmo e sereno, um grupo de amigos encontra-se no restaurante Lisboa Antiga para saborear uma refeição e pôr a conversa em dia.

 

O restaurante cervejaria Edmundo mantém a sua boa reputação há mais de 37 anos. Quem passa pela Estrada de Benfica não fica indiferente às grandes letras em neón verdes que captam a atenção de qualquer transeunte. Naquela noite de sexta-feira, pareceu-nos que algumas pessoas decidiram degustar o famoso marisco do estabelecimento.

 

A popular cervejaria Rodas abre portas para que todos os amantes de marisco possam desfrutar de uma calma refeição.

 

Com o avançar do relógio, as ruas começam a ficar mais desertas, os estores das janelas começam a fechar-se e as luzes vindas dessas mesmas janelas começam a apagar-se.

 

Com a sua Zukie, Vítor Costa passeia sempre, todas as noites, pela Estrada de Benfica. “Precisamos de pessoas jovens, de animação, mas também gosto deste bairro tão sossegado”, afirma, olhando enternecidamente para a sua companheira de quatro patas.

 

Numa pequena lavandaria self-service local, algumas pessoas esperavam tranquilamente pela lavagem das suas roupas, aproveitando para pôr a leitura em dia ou até mesmo a conversa.

 

“Não conhecia muito bem Benfica, mas, desde que comecei a trabalhar aqui, passei a adorar”, foi o que nos disse Ana Marques de Almeida, uma professora de inglês que tinha terminado o seu dia e esperava na paragem pelo autocarro que a levaria até casa.

 

Por André Medina e Maria Moreira Rato

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *