Campeões só mesmo da Europa

(Miguel A. Lopes/LUSA)

O verão de 2018 ficou marcado por um dos Mundiais mais esperados em toda a história do futebol: o Rússia 2018. Depois de uma Taça das Confederações que deixou muito a desejar, e também por causa do contexto político russo, muito se especulou acerca da competição

A verdade é que para além de inovador, graças à utilização do VAR nesta edição, o Mundial foi um autêntico espetáculo, segundo os críticos.

No que diz respeito à prestação lusa no Rússia 2018, a seleção portuguesa de futebol ficou um pouco à quem das expetativas.

A comitiva portuguesa chegou à Rússia no dia nove de junho, a exatamente seis dia do primeiro jogo, frente à Espanha. Num jogo em que CR7 e companhia beneficiaram do precoce despedimento de Julen Lopetegui, então treinador do país castelhano, os ânimos exaltaram-se e as emoções tomaram conta da partida: depois de Ronaldo ter aberto o marcador de grande penalidade logo no quarto minuto, Diego Costa restabeleceu a igualdade no marcador aos 24 minutos. Quando já tudo indicava o intervalo, Cristiano (quem mais?!) voltou a dar a vantagem a Portugal, após um erro clamoroso de De Gea.  Porém, o melhor ficou mesmo para o fim – depois de os espanhóis terem dado a volta na partida, o camisola sete português bateu um livre de forma exímia, fazendo assim o hat-trick na partida. Portugal estreava-se assim com um fervoroso empate.

Os comandados de Fernando Santos tiverem de esperar até dia 20 para voltar a entrar em campo. Na segunda jornada do grupo B, foi outra vez Ronaldo quem brilhou: o madeirense apontou o único golo da partida aos quatro minutos e fez com que Portugal somasse a primeira vitória no tão esperado Rússia 2018.

As equipas do grupo B partiam para a última jornada desta primeira fase com o destino já quase definido: Portugal e Espanha passariam à fase seguinte. Assim aconteceu. Os portugueses, após um fantástico golo de Quaresma, ainda permitiram o empate já nos descontos, mas sempre conseguiram a passagem à próxima fase.

A celebração era grande a cada vitória portuguesa. (LUSA)

Foi só na fase do “mata mata”, como diria Scolari, que os portugueses saborearam a derrota. Edison Cavani foi o carrasco português: no jogo dos oitavos de final, o avançado do Paris Saint Germain bisou e fez com que Ronaldo e companhia se despedissem da Rússia mais cedo do que o previsto.

A verdade é que Portugal partiu para o Rússia 2018 com um estatuto elevado e de registo: éramos campeões de Europa. Tendo isso em conta, a eliminação frente ao Uruguai nos oitavos de final da competição foi vista como um fracasso.

No que diz respeito à competição em si, os dois destaques pela positiva vão para a França e para a Croácia. Enquanto os franceses venceram a competição com uma nota de excelência, os croatas remaram contra todas as probabilidades e chegaram à final com o estatuto de “outsiders”. Pela negativa, é impossível não falarmos da seleção germânica: os sempre candidatos alemães fizeram história pelos piores motivos e não foram além da fase de grupos.

Em suma, a Rússia foi o palco de um dos Mundiais mais impactantes e únicos desde que há memória na história do futebol internacional.

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