Candidaturas ao Ensino Superior batem recordes

Este ano, as colocações no Ensino Superior e a respetiva média voltaram a subir. O valor das propinas desceu, mas o arrendamento das casas é um problema com o qual os jovens universitários ainda se deparam.

Segundo o Diário de Notícias, o número de colocados na primeira fase de acesso foi de 44 500 alunos, mais 508 face ao ano anterior. Para além disso, a média das notas de acesso também aumentou para 15,5 valores – valor que tem subido desde 2015. O curso com a média mais elevada foi Engenharia Aeroespacial, no Instituto Superior Técnico, cujo último colocado foi admitido com 18,95 valores.

Uma das propostas aprovadas pelo Orçamento do Estado para 2019 foi a diminuição do valor das propinas, o que se veio a verificar. De acordo com a informação disponibilizada pela DGES (Direção-Geral do Ensino Superior), o valor máximo da propina anual para o ano letivo de 2019/2020 é de 871,52€, o que se traduz numa redução de aproximadamente 200€.

Segundo o ECO (jornal económico online), o Governo reconhece a falta de camas e os preços elevados que o mercado imobiliário pratica. Para os estudantes deslocados e respetivas famílias, arrendar um quarto ainda é uma dor de cabeça. Os preços rondam os 410€ em Lisboa, existindo zonas que ultrapassam este valor, e 310€ no Porto, podendo as despesas estar ou não incluídas.

João Francisco Henriques, estudante de Engenharia Química e Bioquímica na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, já arrendou dois quartos em menos de três meses. Atualmente, o estudante paga 250€ com despesas incluídas – isto porque vive na margem sul do Tejo, no Serrado, um bairro relativamente perto da sua faculdade.

O jovem de Rio Maior considera que existe muito mais procura do que oferta em termos de alojamento e refere que, durante o período de procura, foram os placards das faculdades – onde existem vários anúncios deste âmbito – que facilitaram o processo. João confrontou-se com várias restrições, como por exemplo anúncios dirigidos exclusivamente a raparigas.

“As pessoas não se preocupam tanto em anunciar. Preferem arrendar a pessoas que conhecem, em vez de arrendar a pessoas totalmente desconhecidas”, aponta o estudante universitário. Na sua opinião, o processo é muito mais fácil quando existem contactos: “Eu conheço uma pessoa que tem uma casa ali, e assim fica tudo muito mais fácil”, explica.

Ilustração de capa por: Carlota Portugal

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