Cannes 2019: Palma(s) para um sul-coreano; portugueses também se destacaram

De 14 a 25 de maio de 2019 realizou-se a 72ª edição do Festival de Cannes – um festival que transborda glamour, contando com grandes estrelas e muitos prémios.

A Palma de Ouro, prémio mais ambicionado neste festival por qualquer realizador, foi entregue, pela primeira vez, a um sul coreano – Bong Joon-ho -, que o arrecadou através do filme Parasite, que segundo o próprio realizador foi “muito inspirado pelo cinema francês”. À conversa com Tomás Santos, amante da sétima arte e aluno da ESCS, pudemos perceber que para ele este “é um dos melhores filmes do ano, muito dinâmico e difícil de se encaixar num só género”.

O filme Pain and Glory foi a oportunidade para António Banderas ganhar o prémio de melhor ator – Tomás partilha connosco a sua opinião e conta-nos que a performance de Banderas foi algo subtil, mas capaz de demonstraroseu lado mais poderoso. Já na mesma categoria, mas no setor feminino, contámos com Emily Beecham para receber o prémio de melhor atriz com Little Joe, da realizadora Jessica Hausner.

O Grande Prémio do Júri escolheu Bacurau, da dupla brasileira Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles e Les Misérables de Ladj Ly para vencedores das melhores longas-metragens do Festival. Segundo Tomás, Bacurau é um filme com um grande e muito forte subtexto político que, conjugado com um “build-up gradual”, culmina numa “meia hora final completamente explosiva”.

Para finalizar a conversa,Tomás admitiu-nos que, para ele, The Lighthouse de Robert Eggers é, sem dúvida, o melhor filme do ano. Como faz parte da ESCS Magazine, fomos espreitar o que comentou acerca do filme: “a verdadeira beleza de The Lighthouse está na panóplia infinita de possibilidades e significados abstratos”.

Portugal está dentro dos países que arrecadaram prémios no Festival de Cannes – Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt venceram, com o filme Diamantino, o Grande Prémio da Semana Crítica.A Semana Crítica do Festival é um programa paralelo ao grande Festival de Cannes. Diamatino relata a história de um jogador de futebol que se depara com a queda a pique da sua carreira e vê a vida a fugir-lhe pelos dedos.

 

Mas Portugal não se ficou só por aqui. Amor, Avenidas Novas do realizador de 21 anos, Duarte Coimbra, esteve também em competição com muitos outros filmes. Esta longa-metragem foi realizada em contexto escolar e chegou a Cannes…!

Para além das diversas curtas e longas-metragens deste ano, o Festival de Cannes de 2019 contou com muitas polémicas – a cena de sexo explícita no filme Mektoub My Love: Intermezzo do realizador Abdellatif Kechiche; o protesto, em plena passadeira vermelha, pelo direito das mulheres ao aborto e, ainda o caso do realizador russo, Kirill Serebrennikov, cujos filmes têm sido alvo de críticas por parte da religião russa.

Fazendo um balanço de todo o Festival, podemos perceber que de ano para ano as surpresas vão aumentando. O próximo Festival de Cannes terá lugar entre os dias 12 e 23 de maio de 2020 e será a 73ª edição deste polémico e famoso festival de cinema que junta grandes estrelas e realizadores de alto calibre.

Artigo redigido por: Inês Rosa
Foto de capa: Ian Langsdon/EPA

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