Luís Braya: do Carnaval ao clarinete, o novo presidente da AE

Luís Carlos Guerra de Almeida Braya foi eleito, no passado dia 18 de dezembro, presidente da Associação de Estudantes da Escola Superior de Comunicação Social. Braya, como é conhecido pelos amigos, sempre se interessou pelo associativismo: foi, inclusive, presidente da Associação de Estudantes nos tempos do secundário. Porém, há um lado divertido desse rapaz “sério” que assume grandes responsabilidades, e é esse mesmo lado que Luís quer sempre revelar nas relações que cria com os outros.

Luís Braya chegou à Escola Superior de Comunicação Social (ESCS) no ano de 2016, vindo da aldeia de Ermegeira, no concelho de Torres Vedras. Mal chegou, sentiu logo o “bichinho” do associativismo – mais propriamente, da Associação de Estudantes (AE). No secundário, já tinha sido presidente da AE. Entretanto, entrou para a AEESCS logo no seu ano de caloiro, e a partir daí foi sempre a subir. Primeiro foi colaborador do departamento Recreativo, no segundo ano foi vogal da mesma área, e agora, no ano de finalista, é Presidente. Braya é bastante claro em relação àquilo que quer: “O meu foco sempre foi e sempre será os alunos. Quero que as pessoas passem pelos corredores e sintam que o estado de espírito da escola é dinâmico.”

Luís falou-nos ainda dos desafios de que está à espera. O cargo que assumiu agora é semelhante ao cargo que assumiu há cerca de três anos, quando estava no último ano do secundário, mas ainda assim espera desafios mais sérios. Porém, o principal objetivo passa mesmo por estimular um espírito crítico muito forte nos alunos, que possibilite o crescimento da escola.

(Bernardo Mendonça)

Família

Nesta vida do associativismo, houve sempre um pilar que sustentou o trabalho de Braya: a família. Apesar de no início os mais chegados acharem que a vida académica poderia ser afetada, o atual presidente da AE sempre redobrou esforços para conciliar os dois mundos. A família sempre o apoiou e o papel de destaque, neste sentido, vai para o seu irmão, Jorge, cinco anos mais velho, que foi uma peça fundamental para todo o tipo de apoio: quer nos estudos, quer na Associação, ou até mesmo na adaptação à capital.

De Torres para Lisboa

Braya era ainda jovem quando veio morar sozinho para Lisboa: tinha apenas 18 anos e, ao contrário do que possa parecer, “a adaptação não foi assim tão difícil”. Braya sempre gostou de ser muito independente, por isso cedo se habituou a fazer todo o tipo de tarefas em casa. Esse gosto pela independência foi fundamental para se habituar à vida longe da família e dos ‘mimos’ maternais.

Mundo do AM

Braya sempre percebeu que o Audiovisual e Multimédia seria a sua área de eleição. Quando teve de tomar a decisão, no décimo ano, não hesitou e, sem pensar muito, acabou mesmo por seguir o curso de Artes. Se, por um lado, o curso de Artes foi algo que surgiu na sua vida de forma quase inerente, a ESCS nem por isso. Foi preciso o seu irmão (quem mais, não é verdade?) apresentar-lhe a escola e o curso. Depois de muito pesquisar, a preferência pela ESCS acabou mesmo por surgir e essa escolha tornou-se realidade.

Braya é já finalista; contudo, ainda não tem uma ideia definida para o seu futuro. Uma coisa está bem assente: continuará no mundo do AM. Porém, este mundo vai do vídeo à edição, ainda toca no design, mas a fotografia é a vertente que mais interesse lhe suscita.

Terra Natal sempre no coração

“Torres estará sempre no meu coração”. Situada ainda no distrito de Lisboa e com cerca de 25 mil habitantes, Torres Vedras terá sempre um lugar reservado no coração de Braya. O atual Presidente nasceu e foi lá criado. É também por isso que não perde aquele que é, na sua opinião, “um dos melhores eventos do país”: o Carnaval de Torres Vedras. Como bom torriense que afirma ser, diz que não consegue faltar “a nenhum dia do Carnaval” e, para ele, aqueles cinco dias são completamente sagrados.

Braya é já finalista; contudo, ainda não tem uma ideia definida para o seu futuro. Uma coisa está bem assente: continuará no mundo do AM. Porém, este mundo vai do vídeo à edição, ainda toca no design, mas a fotografia é a vertente que mais interesse lhe suscita.

Uma bola e um clarinete

Contudo, Luís Braya não está ligado só ao associativismo. A música e o desporto estiveram sempre presentes. Até aos 16 anos, o futebol fez parte da sua vida e Braya fez questão de ser federado durante longos e bons anos. Hoje, o futebol continua a ser uma realidade do seu dia-a-dia. Já não da mesma forma, mas Braya não consegue, de facto, largar o mundo da bola.

Para além da bola, há ainda outro amigo. Este mais ligado à música: o clarinete. Foi aos 10 anos que Braya começou a tocar este instrumento e descobriu logo uma grande empatia. É um apaixonado pela música, e chegou mesmo a ponderar orientar a sua vida profissional para esta área, mas o mundo do AM acabou mesmo por levar a melhor.

 

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