Fotoreportagem. “Memento Mori” de Rui Sinel de Cordes

O sétimo espetáculo a solo do humorista Rui Sinel de Cordes, Memento Mori, esgotou todas as 25 sessões que se realizaram um pouco por todo o país. O 8ª Colina esteve presente na última data da tour, na Aula Magna, em Lisboa. O “cavaleiro negro do humor português“, como o próprio se intitula, provou, mais uma vez, que o público lhe é fiel.

A convite do comediante, Nuno Miguel Brites, um artista que tem paralisia e pinta os seus quadros a boca, expôs os seus quadros na entrada da Aula Magna.

(JOÃO MORAIS/8ª COLINA)

É absolutamente claro que Rui Sinel de Cordes adopta um estilo de vida de rock & roll, como o próprio já admitiu em algumas entrevistas. Em todos os espetáculos faz-se acompanhar pelo seu copo com gin e veste-se sempre de preto, normalmente com coletes ou casacos mais excêtricos. Uma inovação em Memento Mori foram os quatro ecrãs verticais que complementavam o texto do humorista com imagens e vídeos.

A sessão na Aula Magna foi gravada e vai ser divulgada em DVD. No entanto, após a entrada apoteótica, com direito a chamas, existiram alguns problemas de som. Cristina, uma senhora que se encontrava no público, depressa gritou “não se ouve nada“.

(JOÃO MORAIS/8ª COLINA)

Numa piada sobre suicídio, Rui Sinel de Cordes recorre a uma pistola. Mas calma, era só um adereço. O humorista contou ainda que recebeu algumas mensagens de pessoas que pensaram em suicidar-se, mas depois de assistirem ao seu quinto espetáculo a solo, Cordes Out, não o fizeram. 

(JOÃO MORAIS/8ª COLINA)

Os espetáculos de Sinel de Cordes tendem a ser temáticos. Memento Mori é uma expressão em latim que signifca “lembra-te de que és mortal”. Esperava-se que este espetáculo fosse sobre a morte, mas, como o próprio refere, “é muito mais sobre estar vivo“.

A estrutura de Memento Mori não é nova. Como na maior parte dos seus solos, existe uma primeira fase mais genérica, com algumas temas da atualidade; e uma fase mais temática, ligada ao objeto do espetáculo. Neste caso, pelo meio existiram piadas curtas, as chamadas one-liners, e depois do encore (sair e voltar a palco), proporcionou um momento de storytelling.

Quando regressou a palco contou a história de como foi processado por uma piada e as peripécias que aconteceram até ganhar o processo. A grande conclusão? É um humorista certificado pelo Estado.

Fechou ainda o espetáculo com uma novidade. Para o ano não vai fazer um espetáculo a solo… mas sim dois. O primeiro vai chamar-se “O Início“, onde vai contar a história da humanidade através da sua perspetiva; o segundo terá o nome “É o Fim“, e vai expor a forma como Sinel de Cordes acha que o mundo vai acabar.

(JOÃO MORAIS/8ª COLINA)

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