Futebol que une nacionalidades

 Ainda antes do apito inicial, o ambiente era de festa. Junto das tradicionais roulottes de comida, que fazem parte do mundo do futebol, os adeptos perspectivavam o encontro. Uns apostavam o resultado com os amigos, outros discutiam o onze inicial de Paulo Bento.
As bancadas estavam repletas de gente. Um autêntico espectáculo visual. Não só de portugueses se compunham as bancadas do José de Alvalade. Desde brasileiros a espanhóis, todos apoiavam a equipa das quinas.
Natália, Hector e Angel, estudantes em Portugal devido ao programa Erasmus, eram três dos muitos espanhóis que compunham as bancadas. Também eles comentavam as apostas de Paulo Bento.
Natália, habituada às confusões típicas de um jogo de futebol – filas, revista por parte dos seguranças – confessa: “nunca assisti a um jogo de selecções. Nem mesmo em Espanha. E em Portugal, é a primeira vez.”
Angel e Hector acompanhavam-na. Cada um vestia orgulhosamente a camisola do seu clube – Atlético de Madrid e Valência respectivamente – mas isso não os impediu de apoiarem a selecção portuguesa. Gritavam a plenos pulmões, numa conjugação de castelhano com português, “Força, Portugal!”
Entrada das equipas em campo. Todo o estádio de pé. Cachecóis levantados, gargantas afinadas. Hino. A Portuguesa.
Hector e Angel estavam espantados com esse momento, que deixa até os mais sensíveis arrepiados. “É um bonito momento antes do jogo começar”, diziam.
Durante os noventa minutos não faltou o apoio de todos os adeptos à equipa das quinas. Algo diferente do que se faz em Espanha, segundo Natália: “Em Espanha, vivemos mais os momentos antes do jogo. Aqui, apoiam durante os noventa minutos, mesmo que a equipa esteja a jogar mal ou a perder”.
Apito final. Desilusão pelo empate. Alegria por terem assistido a um jogo de futebol fora de Espanha. Um misto de emoções entre os três estudantes.
Depois de um jogo da selecção, fica a promessa de Hector, Angel e Natália: “Queremos assistir a um jogo do Sporting ou do Benfica enquanto estivermos aqui”.
A verdade é que não importa de que nacionalidade és, porque o futebol consegue unir diferentes nacionalidades e países. É essa a magia. É essa a razão pela qual muitos se dirigem ao estádio para apoiar quer a selecção nacional quer o seu clube do coração. É futebol, é magia. É de outro mundo.

Por Carolina Neto

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