Futurália: Onde estudar economia?

A Feira Internacional de Lisboa abriu as portas,de 3 a 6 de abril, para mais uma edição da Futurália. Ensino superior, profissional ou pós-graduações são os temas que todos os anos trazem a esta feira milhares de visitantes. Os principais interessados são alunos que estão entre o 9º e o 12º ano de escolaridade. 

Falámos com quatro estudantes de Economia, de quatro universidades diferentes. A todos perguntámos as mesmas três perguntas.

Bernardo Reis

Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa (ISEG)

(João Morais/8ª Colina)

Porquê Economia?

Acima de tudo, senti que adquiri a capacidade de aprender a pensar. Em primeiro lugar, dão-nos algo palpável: a base, a história, mas acima de tudo desenvolvem a capacidade de previsão e de perceção daquilo que ainda não está propriamente dito ou escrito. Em segundo lugar, tem uma componente matemática que eu acho bastante interessante e importante para a sociedade.

Como está a economia no mercado de trabalho?

É engraçado: quando as coisas estão mal no país a economia está bem; quando as coisas estão bem a economia também está bem, portanto, o mercado de trabalho está sempre bem. Neste momento, o nosso curso tem uma taxa de empregabilidade de 90%, portanto, se 90 pessoas em 100 têm emprego nos primeiros 6 meses é bom sinal.

O que destaca o curso de Economia na tua faculdade das restantes?

É um curso que, tanto pela sua história como pelo facto de gerar pessoas que estão neste momento nos mais altos cargos da nossa sociedade, tem uma base de alunos e antigos alunos que participa diariamente na vida académica. Além disso temos uma grande valência: a capacidade de inter-ajuda e trabalho em equipa, que, hoje em dia, é mais importante para o desenvolvimento profissional do que a média com que se acaba uma licenciatura, ou, pelo menos, igualmente importante.

Iara Rodrigues (ao centro)

Nova School of Business and Economics (Nova SBE)

(João Morais/8ª Colina)

Porquê Economia?

Toda a minha família tirou Economia na Nova, por isso, tenho um grande background nesta área. Cresci a ouvir termos económicos, a falar sobre empresas e sinto que tenho um grande à vontade nesta área. Julgo que esse facto teve uma grande influência no meu crescimento e na minha escolha.

Como está a economia no mercado de trabalho?

Julgo que é aa área que mais vai crescer, a seguir à Informática, porque é uma indústria que se está a desenvolver bastante rápido e penso que se está a virar muito para a maximização do benefício social e da gestão.

O que destaca o curso de Economia na tua faculdade das restantes?

É bastante exigente, mas temos uma coisa que eu não vejo muito nas outras faculdades: o apoio. Promovem todo o tipo de projetos dos alunos e criam feiras de emprego onde as empresas vão ter connosco. Organizam também imensas sessões de networking e acho que isso nos apoia imenso no nosso futuro. Nunca me senti sozinha em termos de carreira.

Catarina Ferreira

Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC)

(João Morais/8ª Colina)

Porquê Economia?

Foi o facto de ser mais abrangente comparativamente com Gestão e porque sempre gostei muito de matemática. Mais tarde posso enveredar pela área de Finanças e achei que era o melhor caminho para mim.

Como está a economia no mercado de trabalho?

Há muito oferta: um estudante de economia pode tirar um mestrado na área de gestão e logo aí fica com muito mais opções, podemos até tirar marketing. Há  mesmo muita oferta.

O que destaca o curso de Economia na tua faculdade das restantes?

A Universidade de Coimbra é muito conhecida pelo seu espírito académico e acaba por conciliá-lo com um bom ensino. Podemos viver aquele espírito que só se vive em Coimbra e aliar isso ao ensino. O ensino é um pouco mais teórico comparativamente com outras faculdades, o que me fez ficar em Coimbra foi mesmo esse espírito.

João Espanhol

Faculdade de Economia da Universidade do Algarve (FEUAlg)

(João Morais/8ª Colina)

Porquê Economia?

Estudei Ciências e Tecnologias no ensino secundário. Nunca tive economia, mas o gosto que fui adquirindo pelo associativismo e pela política, e o espírito crítico que fui desenvolvendo, foram alguns dos vários fatores me cativaram para esta área.

Como está a economia no mercado de trabalho?

Um estudante que saia do curso de economia tem um enorme leque de possibilidades: pode optar pela progressão do estudos, que é uma possibilidade muito suscetível e comum, devido ao curso de economia ser um curso bastante geral. O mercado de trabalho é vasto mas o que eu aconselho é procurar fazer um estágio por cada fim de ciclo. Ou seja, no final da licenciatura ficamos com três meses de estágio, é no fundo aquilo que as empresas procuram: experiência no mercado de trabalho, especialmente bom por partir da própria iniciativa.

O que destaca o curso de Economia na tua faculdade das restantes?

O curso é muito completo. A faculdade está pensada para os alunos e eu nem sempre sinto isso por parte de colegas que se encontram a estudar noutras universidade. As aulas decorrem ou só no período da manhã, ou só no período da tarde (dependendo do ano que estamos), e no espaço em que não temos aulas temos a oportunidade de, uma hora por semana, estarmos com o professor de cada cadeira como um complemento às aulas. Como é facultativo, o aluno tem de ter o interesse em ir ter com o professor, mas é um privilégio que julgo ser um dos pontos fortes e mais importantes da faculdade.

Artigo escrito em conjunto por: Ana Narciso e João Morais.

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