Gap Year Portugal quer criar impACTO nos jovens universitários

“É um projeto fabuloso que nos dá a oportunidade crescer”, diz Marta Cunha Grilo, uma das project managers do impACTO.

Nascido no passado mês de Fevereiro, o concurso impACTO, da Gap Year Portugal, pretende desenvolver os conhecimentos dos jovens universitários e levá-los além fronteiras. “Podermos proporcionar aos jovens a chance de deixarem a sua marca, aproveitando aquilo que aprendem nos seus cursos é magnífico”, afirma Sofia Espada, outra das project managers do concurso e aluna do 2º ano de Audiovisual e Multimédia da Escola Superior de Comunicação Social (ESCS).

São mais de 20 escolas do ensino superior que serão abrangidas por este concurso. Cada candidato tem a oportunidade de ganhar dez mil euros para colocar em prática o seu projeto. Individualmente ou em grupo, os candidatos podem escolher o local e o problema a solucionar.

O concurso foi apresentado na quinta-feira, 17 de março, na Escola Superior de Comunicação Social. Joana Fidalgo, outra das envolvidas no projeto, e também estudante desta instituição, diz que o mesmo “só pelas características que tem, despertou grande interesse aos alunos da ESCS”. Ainda assim, o receio do desconhecimento do projeto pairou sobre as três alunas. Marta Cunha Grilo, que faz parte da Associação Gap Year Portugal (AGYP) há 6 meses, admite que “no início foi um pouco complicado. Muitas das pessoas não nos conheciam e pareciam não ter muita paciência para nos ouvir”. “Tivemos de mudar de estratégia e começar a conversa com as partes mais interessantes do projecto. Viajar, voluntariado, e currículo foram as palavras chave”, conclui com um sorriso. Uma nova estratégia que entusiasmou a plateia que se mostrou interessada em participar no concurso inter-universidades.

Depois de uma hora de esclarecimento fica a sensação de missão cumprida no que toca à divulgação do concurso. Contudo, Joana apela a que os jovens coloquem “o conformismo de lado e deixem o estatuto de turistas”. Uma opinião partilhada por Sofia que afirma que “em Portugal ainda encaramos estas iniciativas com um pouco de desconfiança” e aconselha os jovens “a desenvolver as soft skills” pois acredita que “é essencial para ter uma chance no mercado de trabalho. Um currículo escrito já não é aquilo que vale mais”, conclui.

A primeira fase do concurso termina a 31 de abril de 2015. Depois de apresentadas as candidaturas, são escolhidas 46 projetos a serem desenvolvidos. Num segundo momento – o Mentoring Camp – serão selecionadas apenas 11 que irão disputar a finalíssima. Até ao final do ano, todos os projetos estarão no terreno.

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Texto: Gonçalo Nuno Cabral

Fotos: número f

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