Governo de Jair “O Messias” Bolsonaro

Janeiro marcou não só o início de um novo ano, como o início de um novo mandato presidencial no Brasil – o de Jair Bolsonaro. Candidato pelo Partido Social Liberal (PSL), Bolsonaro venceu a primeira volta das eleições, e a 28 de outubro, na segunda volta, foi eleito 38.º Presidente do Brasil, batendo Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT).

O Governo de Bolsonaro tornou-se um assunto que, “ao invés de poder ser discutido calmamente, já tem quase inerente em si polémica e confronto”. É Theodora Simões, 19 anos, quem o afirma. A estudante de Direito na Universidade de Lisboa vê este primeiro ano de mandato “como algo que teve os seus pontos negativos e positivos”.

(Sebastião Moreira / LUSA)

Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” é o mote em que assenta a sua presidência. Para além da prioridade que atribui à religião, neste primeiro ano de mandato ficou evidente o parecer do antigo militar face a outros temas: Bolsonaro é defensor da pena de morte, da censura, da tortura e da posse de armas, mas os direitos LGBT, a igualdade de género e o ambientalismo não contam com o apoio do sucessor de Michel Temer. Para Theodora, “a sua atitude relativamente ao ambiente, à mudança climática e assuntos análogos é de descaso, quase”. Por isto mesmo, após um ano, a estudante sente-se “extremamente reticente quanto ao novo Governo, considerando que tais problemas são reais e urgentes.”

Theodora emigrou para Portugal com os pais há três anos, tendo deixado grande parte dos familiares na sua terra-natal. Ainda assim, mantém-se em contacto com a realidade de lá e, na sua opinião, Bolsonaro tem muito radicalismo e pouca clareza. Ainda assim, entende o porquê de ter sido eleito: “Acho que não se pode culpar o povo brasileiro por este não ter perpetuado a situação anterior; afinal, o outro candidato era do mesmo partido que esteve no poder durante mais de uma década e que, inegável e progressivamente, prejudicou a população”.

Neste primeiro ano de governação, Jair Bolsonaro investiu na política externa – nomeadamente no fortalecimento de relações com líderes de extrema-direita –, no aumento da empregabilidade e no reforço da economia. Durante os incêndios florestais na Amazónia, no rescaldo da indicação do seu filho, Eduardo Bolsonaro, para embaixador do Brasil nos Estados Unidos, ou na saída de Lula da Silva da prisão, o Governo de Jair Bolsonaro esteve nas bocas do mundo. Polémicas e críticas foram constantes nestes 12 meses que passaram, e que, assim, proporcionaram vários Momentos do Ano.

Artigo escrito por: Mariana Coelho

Fotografia de capa: Alberto Pena / LUSA

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