Ir ao Cinema ou Ficar em Casa?

Originalidade e dinâmicas eficazes são essenciais para chamar o público às salas de cinema. Nesse sentido, Isabel Lima, da produtora “NOS Audiovisuais”, falou da necessidade de se trabalhar em conjunto, em prol deste setor. Nuno Sousa, da “UCI Cinemas”, sublinhou que o caminho passa por se ser capaz de proporcionar uma experiência única nas salas de cinema.

As festas do cinema, realizadas em vários países, como é o caso do Festival de Cannes, são exemplos de iniciativas que visam promover a ida do público ao cinema e que foram referidas por Nuno Sousa como sendo “bem-vindas, porque trazem pessoas que por vezes passam grandes temporadas sem ir às salas de cinema.“ São uma espécie de montra para filmes que habitualmente não são muito vistos, porque funciona como um importante incentivo para o cinema enquanto negócio que, como qualquer outro, precisa de consumidores, de quem compre, de quem o queira.

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Impacto do Cinema na Sociedade

Esta questão foi novamente abordada durante o 4º painel da Conferência, por José Carlos de Oliveira, da Academia Portuguesa de Cinema, e Tiago Baptista, investigador na Cinemateca Portuguesa. Convergiram na ideia de que é preciso não só levar o público ao cinema, mas também educá-lo para saber vê-lo.
Quando confrontados com a questão “Preferem uma sala com 100 pessoas a pagar seis euros ou 200 pessoas a pagar três euros?”, Nuno Sousa respondeu prontamente que preferia a sala cheia, mas há que ter em conta que o cinema é um negócio. O responsável pela “UCI Cinemas” lembrou ainda que a dinâmica de promoção dos bilhetes é fortíssima e o preço médio do bilhete de cinema em Portugal é o mais baixo da Europa.

José Carlos de Oliveira deixou ainda um alerta: “Estamos todos sob uma grande pressão porque o cinema em Portugal pode vir a desaparecer”. Defendeu que é preciso zelar pela qualidade e evitar produzir filmes apenas com o objetivo do lucro. Os espetadores devem ser estimulados a ver filmes portugueses, de modo a criar audiência e, por consequência, um mercado: “não se deve criar cinema apenas tendo em conta tudo o que o público gosta, há que primar pela qualidade.”

Texto: Marta Costa
Fotos: Sebastião Sabino

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