Jovens de mãos dadas com a política

As opiniões dividem-se no que toca ao desinteresse das novas gerações pela política, mas as juventudes partidárias e os partidos recentes atraem cada vez mais jovens com idades entre os 14 e os 30 anos. Como é que os jovens envolvidos nas jotas ou em partidos maioritariamente jovens atuam? O que é que os cativa nas agendas dedicadas à juventude e que respostas procuram nestas eleições autárquicas? O 8.ª Colina recolheu a experiência e as inquietações de cinco jovens politizados.

“Os jovens têm muitas coisas a dizer e faltam plataformas para isso”

Mudou-se do Brasil para Portugal em 2018 para ingressar no ensino superior. Entre a licenciatura em Engenharia de Software, em Lisboa, o lançamento de uma start-up e o ativismo ambiental, Abel Rodrigues, 21 anos, encontrou espaço para se filiar ao Volt. O jovem confessa que os motivos que o influenciaram a filiar-se no mais recente partido português foi uma questão de honestidade: “É muito bonito dizer que um partido é ‘das minorias’ ou que defende as pessoas negras quando, na prática, isso não acontece. Nunca se afirma aquilo que não é. Naturalmente, toda a gente no Volt é antirrascista, mas não se assume ‘o partido do movimento negro em Portugal’, porque de facto não existe nenhum partido assim no país. O que existem são pessoas. Quando se diz ‘um partido das pessoas negras’ e só tem pessoas brancas; ou quando se diz que é o partido das minorias em que só tem pessoas maioritariamente de classe média e classe alta: há aí uma falsidade.”

Abel Rodrigues, membro do Volt Portugal // Fotografia cedida pelo entrevistado

O partido que se assume pan-europeu, progressista e pragmático tem vindo a ganhar a atenção dos jovens. Não tem juventude autónoma porque, como descreve Abel Rodrigues, “os membros do partido são maioritariamente jovens. No Volt, a idade não é de todo um problema. Não é um partido de idades nem de números, mas sim de conteúdos. Os jovens têm muitas coisas a dizer e faltam plataformas para isso. Estamos aqui para os ouvir”.

Segundo o representante do Volt, os valores do partido contribuem para que “pessoas que fazem parte de grupos socialmente minoritários se possam sentir confortáveis”. E exemplica: “Em Tomar, temos um candidato à câmara municipal que não é português, mas sim ucraniano. Nas nossas listas, existe uma grande diversidade sexual e racial. Há uma diferença pela diversidade e a inclusão. Mais importante do que ter pessoas diferentes é, de facto, incluí-las e ouvi-las.”

Desde 2017 que o Volt sai às ruas de Lisboa e se junta às mais diversas causas. Para além das ações públicas, organizam-se em reuniões semanais na Cinemateca e discutem ideias à distância, em grupos nacionais e europeus, num fórum público no Facebook. É também através das redes sociais que se realizam iniciativas de sensibilização relativas ao voto e ações de apelo ao voto dos migrantes: “É preciso dar-lhes bases para saberem que têm esse direito.”

“É mesmo essencial dar visibilidade aos assuntos e obrigar quem tem poder a tomar alguma posição”

A militância surgiu durante a licenciatura em Ciência Política, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade de Lisboa. Juntamente com colegas, Gonçalo Francisco percebeu que havia um conjunto de problemas no ensino superior sobre os quais os estudantes se deviam fazer ouvir. “Durante os exames, tínhamos colegas que eram expulsos da sala por não terem as propinas pagas. Os estudantes de pós-laboral tinham de sair mais cedo das aulas porque o último autocarro passava às 22h. O bar era privatizado, ou seja, era muito caro almoçar lá todos os dias. Depois, vi que havia jovens comunistas na faculdade. Decidi juntar-me à JCP, no sentido de resolver estes problemas”, recorda.

Gonçalo Francisco, membro da Comissão Política da Direção Nacional da JCP // Facebook Juventude Comunista Portuguesa

A Juventude Comunista Portuguesa já tem mais de 40 anos de existência. O caminho continua a ser o deixado por Abril. Organizados por coletivos de base, seja nas escolas, nas faculdades ou nos locais de trabalho, os jovens comunistas lutam contra os problemas que surgem na realidade em que estão inseridos. “O coletivo da minha faculdade procurava ir à conversa com estudantes, fazer ações de contacto, entregar documentos com os vários problemas e ouvir opiniões sobre o que é que devia ser feito. Essa acaba por ser a nossa vida: estar sempre na rua a falar com a juventude. Organizamos debates e reuniões. É essencial dar visibilidade aos assuntos e obrigar quem tem poder a tomar alguma posição”, explica. Gonçalo Francisco destaca algumas ações determinantes para atrair os mais novos para as causas públicas: “Ao longo da vida da organização mais geral, surgem momentos como a celebração do centenário do partido, as autárquicas ou a Festa do Avante, aos quais chamamos toda a organização para realizar iniciativas, debates e sessões de cinema. Não nos fechamos em nós próprios, têm este sentido de divulgar: convidamos amigos, mesmo não tenham filiação partidária ou não se identifiquem totalmente com a JCP. É importante que percebam que também somos jovens como eles, que sentimos os mesmos problemas e que tentamos resolvê-los. Isto de forma a que também nos possamos divertir.”

Atualmente, em paralelo com a escrita da tese de mestrado em Gestão e Políticas Públicas, Gonçalo Francisco atua na Comissão Política da Direção Nacional da JCP. “Discutimos a um nível mais abrangente os problemas que a juventude sente no país e procuramos ter sempre linhas de trabalho concretas para os solucionar.” A democratização do ensino e a garantia de trabalho com condições estáveis são questões centrais.

O jovem contraria a ideia de que o Partido Comunista Português (PCP) é envelhecido. “É uma imagem que acaba por passar na comunicação social, mas que depois, na vida real, não se verifica. Nós olhamos para o grupo parlamentar do PCP e é dos mais jovens. Olhamos para as listas – para as autárquicas, por exemplo – e temos mesmo muitos jovens. Não só temos uma quantidade de membros jovens, como até o próprio projeto é jovem: ambicionamos construir uma nova sociedade no socialismo, sem discriminações, sem opressões, na qual todos têm a oportunidade de, individual e coletivamente, se realizarem”, refere.

“A política é a gestão das relações entre pessoas”

Entre Angra do Heroísmo e Lisboa estende-se o oceano Atlântico. Luís Francisco Sousa saiu de casa dos pais quando terminou o secundário e foi na capital portuguesa que se licenciou em Ciência Política, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade de Lisboa. Aos 19 anos, inscreveu-se na Juventude Popular, seguindo a tradição familiar. “A minha família é relativamente politizada à direita, portanto, sabia que seria sempre algures entre esse espectro e que só havia um sítio onde eu pudesse cair: o CDS-PP. E já tinha membros da família que também lá estavam”, refere o jovem.

Luís Francisco Sousa, vice-presidente da Juventude Popular de Lisboa // Facebook CDS Distrital Lisboa

A Juventude Centrista surgiu nos tempos que seguiram o 25 de Abril, em novembro de 1974. Mais tarde, em 1998, mudou de nome para Juventude Popular (JP). Luís Francisco Sousa conta que, quando se juntou à organização, teve receio: “Vou vender a alma ao diabo; vou-me juntar às pessoas a quem nunca me imaginei juntar, porque sempre achei que ia fazer política sozinho.” No entanto, desde que entrou, já foi vogal da área de ação social, vice-presidente da formação interna e operacional na campanha de Assunção Cristas para Lisboa e para as eleições europeias. Atualmente, é vice-presidente do pelouro autárquico.

Conservador assumido, acredita que para a direita ganhar expressão em Portugal é preciso unir forças e abandonar a construção de uma direita fragmentada porque – defende – “só num espaço comum onde todos podemos estar, sejam mais liberais ou mais conservadores, é que é possível construir uma alternativa sustentável”. O jovem acredita que “o CDS-PP é o caminho para lá chegar”. Na JP teve, desde o primeiro momento, espaço para expor ideias e trabalhar. Lembra que das primeiras coisas que fez foi trabalhar no programa de Assunção Cristas: “Não me conheciam de lado nenhum. Tinha acabado de chegar, preparei um programa e fiz muitas gestões para a cabeça de lista. Isso foi muito estimulante.”

Para Luís Francisco Sousa, “a política é a gestão da relação entre pessoas. É perceber como é que o outro funciona para poder encontrar soluções”. Para cumprir a sua missão tal, é preciso, na opinião do vice-presidente da JP, criar um espaço no qual as pessoas das várias juventudes possam debater ideias. “Hoje em dia, toda a gente está muito fragmentada. As pessoas estão muito fechadas num só meio, numa só área e, por isso, têm pouca sensibilidade a outros argumentos”, considera. Foi por isso que, em 2020, criou o projeto Jota a Jota, um espaço em formato podcast no qual a juventude de diferentes orientações políticas pode discutir, pensar e repensar vários assuntos. O jovem deixa ainda a questão no ar: “Se só conheces a tua identidade e só conheces o que o teu lado pensa, como é que participas num debate político?”

Mas o podcast não chega. “É preciso mais”, defende. É necessário pôr o preconceito de parte e ouvir todos os lados da história. Rapidamente enumera os preconceitos de que o CDS é vítima: “São fascistas, betos, homofóbicos desligados da cultura, do ambiente e dos animais. São as elites de Cascais que estão a tentar manter o seu valor de classe, o seu estatuto social.” Não nega que, de facto, o partido tem uma camada “com conexão à igreja e às grandes elites, mas há todo um outro lado ligado às tradições, à pluralidade, aos agricultores e aos contribuintes.”

A maioria dos novos membros é composta de jovens que querem aderir a um partido com ideias diferentes”

O clique deu-se numa aula de Economia, durante o ensino secundário. A teoria e os pilares económicos liberais despertaram Manuel Branco para o liberalismo. Rapidamente o interesse passou para a política. Descobriu a Iniciativa Liberal (IL), mas, com receio de se estar a “fechar numa bolha partidária”, só avançou com a filiação no ano passado. “Foi o meu primeiro contacto com a política, percebia zero e simplesmente queria conhecer mais”, admite.

Manuel Branco, membro da Iniciativa Liberal // Fotografia cedida pelo entrevistado

O partido liberal também não tem uma juventude organizada. Manuel Branco vê vantagens e desvantagens nessa opção: “Seria importante para os jovens terem a sua própria autonomia para desenvolver ações e para se conhecerem mais, mas também é bom falar com membros mais velhos. Não queremos excluir ninguém por causa da idade.” No entanto, a adesão dos jovens não é, de forma alguma, comprometida. “Todas as novas forças políticas são importantes para trazer pluralismo à política. O crescimento da IL explica-se por aí. A maioria dos novos membros é composta de jovens que querem aderir a um partido com ideias diferentes. O próprio estado do país incentiva a procura de novas ideias”, sublinha.

Para Manuel Branco, a comunicação apelativa e a presença que a IL tem nas redes sociais, nomeadamente no Twitter e no Instagram, são dois dos fatores que atraem os mais novos. “Tem uma forma de comunicar que faz as pessoas mais novas ambicionarem uma vida melhor”, afirma. A participação ativa no interior do partido depende de cada um: “Se te envolveres mais, se chegares à frente, se mandares mails a mostrar que queres participar ou se te inscreveres como voluntário: esse é o teu papel e vais crescendo à medida do tempo”, considera.

O jovem reconhece um problema: “Somos um partido que ainda não está muito na rua. Ainda estamos muito atrás do teclado. Ações e manifestações futuras podem mobilizar mais os jovens.” Contudo, acrescenta, “não deixam de existir momentos gerais nos quais os jovens do partido, de vários sítios do país, constroem laços”.

Quando as pessoas querem participar politicamente dão ideias que muito facilmente se podem tornar realidade”

Miguel Costa Matos inscreveu-se na Juventude Socialista (JS) aos 14 anos, sem qualquer tipo de ligação familiar ou recrutamento. Em 2008, sobre a governação socialista, viu um Portugal em mudança. “Havia um conjunto de reformas a serem feitas – investimentos na escola pública, nas energias renováveis e na tecnologia –, que achava que iam no sentido correto”, conta.

Miguel Costa Matos, líder da Juventude Socialista // Fotografia cedida pelo entrevistado

Perante o que sentia que faltava fazer, escolheu não ser um espectador e começou a participar politicamente. “Aprofundei uma convicção que já tinha: temos uma sociedade com muitas desigualdades de oportunidades. Aquilo que eu – um jovem que estudava numa escola privada, vindo de Cascais e cujos pais eram médicos – percebi mais do que nunca foi que temos de intervir para que as desigualdades deixem de existir, para que todos possamos ter as maiores oportunidades e realizar o nosso potencial. Temos de procurar não nivelar por baixo, mas sim por cima e tentar dar às pessoas as melhores oportunidades possíveis”, defende. Na licenciatura, conjugou três dos seus grandes interesses: filosofia, política e economia. Estudou em Inglaterra e envolveu-se no ativismo climático e contra as propinas. Quis regressar porque o que lhe interessava era fazer política em Portugal.

Com 27 anos, é, desde dezembro de 2020, secretário-geral da JS. Miguel Costa Matos refuta a “imagem que a JS ganhou injustamente de ser um sítio para o qual as pessoas vão para começarem um percurso político”. No seu entender, a JS deve ensinar os valores socialistas: “Temo-nos focado muito na área da formação política porque, sem valores, é feita à deriva e é mais facilmente rendida a interesses.”

Enquanto líder da JS, lidera uma equipa de jovens em constante contacto com a sociedade civil: “Quando as pessoas querem participar politicamente dão ideias que muito facilmente se podem tornar realidade, desde que nós, como estrutura, estejamos preparados para as ouvir e para as levar aos sítios certos. Muitas das reformas vindas da JS advêm dos militantes que entram do zero.” Os jovens organizam-se pelas zonas em que vivem e participam também nas ações a nível nacional.

O socialista deixa ainda uma mensagem para uma geração que acredita ter “motivos para estar cética em relação à política”: “É uma escolha ficar cético, ceder à extrema-direita ou participar. Há vários caminhos para isso – jornalismo, associações de estudantes, ativismo. Para concretizar ideias, não deixem de se envolver na atividade política. Existe a oportunidade de, vindo para a política, fazer diferente, de lutar por uma sociedade mais igual. E a forma de a conseguirmos é se nos juntarmos.”

O que cada jovem aponta sobre a candidatura que apoia

Abel Rodrigues é o terceiro na lista à Câmara Municipal de Lisboa. É a primeira vez que o Volt concorre a eleições autárquicas. “É importante mostrar-se. Tem um programa concreto e sólido. Vivemos crises – sanitária, ambiental – e, por isso, é importante ter partidos novos que tragam novas ideias para resolver.” Realça a importância de medidas como a redução do preço do passe social para 12,50 euros por mês. “Se as pessoas tiverem um acesso fácil aos transportes, usam-nos. Isso incentiva o uso de transportes públicos, além da criação de uma ciclovia de ligação a Loures”, defende.

Aos 22 anos, o rosto de Gonçalo Francisco é um dos que constituem a lista da CDU (Coligação Democrática Unitária – PCP-PEV) à Câmara Municipal de Lisboa. Com a candidatura de João Ferreira, está convencido que se pode “garantir que todos os direitos que compõem o direito à cidade sejam uma realidade na vida das pessoas: o direito ao trabalho, à habitação, à fruição e produção cultural, à prática desportiva e ao exercício físico, à mobilidade, ao espaço público e aos espaços verdes”. E deixa algumas críticas ao passado político: “São direitos que, na nossa visão, nestes últimos 20 anos de gestão PSD-CDS e PS-BE, não têm sido garantidos.” Em Lisboa, no Bairro da Cruz Vermelha, onde cresceu, Gonçalo Francisco reconhece que o principal problema dos jovens é a falta de habitação. “É um entrave muito grande para viver em Lisboa, sair da casa dos pais e iniciar uma vida autónoma. O PACA (Programa de Arrendamento a Custos Acessíveis) proposto pela CDU foi aprovado. Apesar de os resultados terem sido escassos, foram importantes. Neste caso, o executivo do PS-BE não foi tão longe como era necessário, mas mostra que é possível ter uma política de habitação que resolva os interesses da juventude.” No entender do jovem comunista, “a Câmara Municipal de Lisboa ainda é a maior proprietária da cidade, quer de terrenos, como de património edificado. Tem mesmo muita margem de manobra para fazer a diferença e para ter habitação pública”.

Luís Francisco Sousa, como membro do CDS, apoia a candidatura de Carlos Moedas devido à coligação “Novos Tempos” entre PSD, CDS, MPP, PPM e Aliança. Sob o imperativo da necessidade de retirar Carlos Medina da Câmara de Lisboa, o jovem diz que o cabeça de lista da coligação de direita é “uma pessoa que já deu provas da sua capacidade, em alturas muito difíceis”, tendo participado na equipa de renogociação da dívida da troika. Ao contrário daquilo que “não se costuma associar à direita”, o jovem diz que esta coligação se preza pela cultura. “Com Carlos Moedas, essa tem sido uma das suas principais preocupações. Ele sentou-se logo à mesa com associações culturais de jovens”, assegura, destacando a “criação do espaço LX, o reforço do teatro, da cultura e das artes no primeiro ciclo, a revisão dos procedimentos de nomeação de gestores ou dirigentes culturais e o aproveitamento de espaços devolutos da cidade para fins culturais.”

Manuel Branco é cabeça de lista pela IL para a freguesia onde mora, a do Parque das Nações, em Lisboa. O jovem de 19 anos admite que o seu foco é “liberalizar a freguesia, no sentido de dar mais poder às pessoas, de as ouvir e, aí sim, construir soluções”. Não esconde o trabalho que o tem ocupado durante as últimas semanas. “Agora, faço entrevistas, passo muito tempo a preparar coisas gráficas da área da comunicação, organizo eventos e campanhas. E no fim de semana, é estar na rua com as pessoas.”Ainda assim, centra-se naquilo que a candidatura de Bruno Horta Soares pode trazer de novo: “Ele tem uma coisa que os outros candidatos não têm: a defesa da modernização administrativa. Quer modernizar a câmara e digitalizar todos os serviços que estão associados ao município e às suas freguesias. O voto útil é o das pessoas que querem mudar de forma estrutural a autarquia. Eleger um vereador liberal já faz a diferença neste nível.”

Miguel Matos Gomes encara os últimos anos do executivo de Fernando Medina como aqueles em que “a cidade conseguiu evoluir”. “É uma candidatura que envolve muita gente da sociedade civil e jovens. Valoriza pessoas de fora da política. Mostra que é uma candidatura para as pessoas”, assegura. Da agenda socialista, aponta a preocupação em relação à habitação, à educação, à democratização da cidade, ao usufruto das zonas públicas, à mobilidade e ao desenvolvimento económico.

Capa por Joana Melo

Revisto por Andreia Custódio

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