Marcelo Rebelo de Sousa: “Para mim, a Feira do Livro é uma espécie de tradição”

No recinto, já se aguardava a habitual visita do Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa inaugurou a Feira do Livro de Lisboa, como em edições anteriores. No Auditório Sul, juntaram-se Fernando Medina, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e representantes da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).

Atento à situação do setor livreiro, o chefe de Estado começou por salientar a importância de se realizar mais uma edição do evento – “É um momento muito importante na nossa vida. Vida em Lisboa; vida em Portugal”, referiu. No seu discurso, Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda que gostava de estar presente na centésima edição da Feira, daqui a nove anos, quando tiver 82 anos de idade.

Após a cerimónia de inauguração, de máscara posta e com boa disposição, Marcelo Rebelo de Sousa percorreu o recinto durante cerca de uma hora. Doou livros, autografou outros, conversou com livreiros, deu sugestões de leitura e respondeu às questões lançadas por jornalistas.  

“Cheira bem, cheira a Feira do Livro” – Que livros sugere Marcelo Rebelo de Sousa?

Ao 8.ª Colina, que acompanhou a sua visita, Marcelo Rebelo de Sousa contou que, para si, “a Feira do Livro é uma espécie de tradição”. “Faz parte da minha maneira de ser desde miúdo”, acrescentou.

O Presidente não conseguiu ficar apenas por uma sugestão de leitura e justificou-o ao dizer que, “em cada fase da vida, há sempre um livro muito importante”. Porém, Guerra e Paz, de Lev Tolstói, autor russo do século XIX, foi o “grande livro” da literatura estrangeira escolhido pelo chefe de Estado. Este romance histórico tornou-se num clássico da literatura mundial pelo legado deixado. Narra, detalhadamente, a história da invasão da Rússia pelo exército francês, comandado por Napoleão Bonaparte, o imperador temido pelas principais monarquias europeias.

O Presidente da República não resistiu a aconselhar José Saramago cujo conjunto da obra literária valeu o Prémio Camões em 1995. Em Ensaio sobre a Cegueira, Saramago fala-nos da condição humana num mundo ficcional em que a cegueira se alastra. É um bom romance para que o leitor se familiarize com a escrita saramaguiana. “Estive ligado um bocadinho ao lançamento deste”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

Reportagem de Joana Margarida Fialho e Marta Carvalho, com edição de Laura Costa

Capa por Leonardo Lopes

Revisto por Andreia Custódio

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