Maria Antónia Palla, pioneira e combativa

Tinha 41 anos no dia 25 de abril de 1974. Quando, em 1967, entrou para a redação do “Diário Popular”, tornou-se uma das primeiras mulheres jornalistas em Portugal. Habituou-se a dar a volta aos homens da Comissão de Censura e acha que, naquele tempo, antes da revolução democrática, também “havia quem escrevesse mais para os censores do que para os leitores”.
No dia 25 de abril, foi deixar o filho (hoje presidente da Câmara Municipal de Lisboa) em casa de uma amiga e foi fazer reportagem nos lugares fulcrais da revolução.
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Maria Antónia Palla denuncia novas censuras no período que se seguiu ao 25 de abril, quando “foi necessário combater pela liberdade de imprensa”. Cita como exemplo as batalhas em jornais como “A República” e “O Século”.
Nesta entrevista, esta lutadora – também pelos direitos da mulher – declara-se muito crítica das atuais agendas noticiosas.

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Por Ana Gaboleiro, Adriana Santos e Flávia Brito

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