Momentos do Ano

No ano de 2018 disse-se “adeus” a muitas personalidades e testemunhou-se o surgimento de outras. O ano que passou trouxe algumas tragédias, mas também muitas vitórias para Portugal e para o mundo. Passa em revista o ano que acabou, visto pelo Oitava Colina, e aprofunda o tema que quiseres. Clica em cada título para saberes mais

Jamal Khashoggi, eleito pela revista Time “pessoa do ano”, foi umas das figuras que mais marcou o ano de 2018. A sua incessante luta pela verdade acabou por fazer com que fosse brutalmente assassinado. Apesar disso, a sua luta não morreu com ele, pois esta notícia correu o mundo inteiro e a sua morte acabou por não ser em vão. Hoje, relembramos mais uma vez Jamal Khashoggi, um “guardião da verdade”.

Por: Ana Narciso

(Erdem Sahin/EPA)

No dia 19 de novembro de 2018, um troço da estrada nacional 255, que liga Borba e Vila Viçosa (duas cidades do distrito de Évora), ruiu, provocando 5 vítimas mortais com idades compreendidas entre os 37 e os 85. Os cinco corpos foram retirados com sucesso numa operação que durou 11 dias. A estrada estava em risco e os alertas já tinham sido dados pela Proteção Civil, desde 2014, mas foram todos ignorados. Um mês após a tragédia ainda se tenta apurar responsabilidades.

Por: Diogo Ventura

O troço da EN255 que ruiu (Diogo Ventura)

Num Mundial que ficou, sem sombra de dúvidas, para a história, Portugal deixou algo a desejar. Não tanto quanto a Alemanha, que foi eliminada logo na fase de grupos, mas muito longe daquilo que Croácia e França fizeram: respetivos finalistas da competição. Para além das equipas que levaram o espetáculo do futebol a todo o mundo neste verão, a utilização do VAR certamente deixará o Rússia 2018 na história de desporto.

Por: Guilherme Anastácio

Do plantel português fizeram parte mais do que estes onze jogadores. (Miguel A. Lopes/LUSA)

Num mundo onde o luto pelas celebridades é uma porta giratória de hashtags e lamentos, o falecimento de Stan Lee foi diferente. O homem que criara um mundo de fantasia parecia ter feito com que o nosso mundo parasse, como se fosse o seu super-poder da vida real. Stanley Lieber deixou para trás um legado que vai muito para lá das páginas da banda desenhada, da tela de cinema e das histórias que contou. Como ele diria: Excelsior!

Gonçalo Taborda

(Maria Lourenço/Oitava Colina)

2018 foi um ano repleto de excelentes concertos, mas é impossível não falar de David Santos, mais conhecido por Noiserv. Passados 13 anos, o projeto musical persiste com a mesma genuinidade, amor e humildade e toda a audiência sente isso. É por este motivo que foi, sem dúvida, o concerto do ano.

Por: Beatriz Figueira

O “homem-banda”, David Santos, também conhecido como Noiserv. (Jose Sena Goulao/EPA)

E se um cancro conseguisse esgotar a sala principal do Cinema São Jorge? Rir pode não ser sempre o melhor remédio, mas ajuda a ter uma viagem mais prazerosa até à campa. O Tiago André Alves foi diagnosticado com cancro, e em março submeteu-se a uma intervenção cirúrgica complicada: ficar sentado a ouvir comediantes a fazerem piadas sobre a sua doença. No final, o dinheiro foi doado ao IPO e o Tiago ganhou anos de vida.

Por: Gustavo Carvalho

Tiago André Alves tem como maior referência no humor George Carlin. (Ana Marta Ferreira)

Este foi o ano em que as vozes dos marginalizados, unidas pelo reggae, se tornaram membros da lista de representantes do Património Imaterial da Humanidade. A este estilo musical, nascido no final dos anos de 1960, foi destacada, pela UNESCO, a sua contribuição para a consciência internacional sobre questões de injustiça e amor.

Por: Carlota Portugal

(Beatriz Casa Branca/Oitava Colina)

Este ano marca a passagem de 20 anos desde a atribuição do Prémio Nobel da Literatura a um português. Desde conferências, a leituras das obras, homenagens e muitos livros editados, muitas foram as maneiras de celebrar Saramago – único escritor português galardoado a este nível.

Por: Magda Cruz

Saramago tinha 76 anos quando recebeu o Prémio Nobel da Literatura. (Mário Cruz/LUSA)

Foi uma das figuras mais controversas do mundo político em 2018. Visto pelos seus simpatizantes como a solução e pelos seus adversários como raiz do problema, Jair Bolsonaro, venceu as eleições brasileiras e, no dia 1 de janeiro, vai tomar posse como 38º Presidente da República Federativa do Brasil.

Por: João Rodrigues

(Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

À 11ª hora, do 11º dia, do 11º mês, de 1918, foi assinado o Armistício da Grande Guerra, em Copiègne. Em 2018, no dia 11 de novembro, 100 anos depois, as tropas saíram à rua para homenagear a paz e a vida de milhões de pessoas. Em Paris, chefes de Estado marcaram presença na celebração dos 100 anos do Armistício da Grande Guerra. Já em Portugal, a data foi assinalada com o maior desfile militar desde há 100 anos.

Por: Sara Tomé

(Miguel A. Lopes/LUSA)

As refinarias de petróleo estão cheias, mas as mesas de jantar vazias. Esta é a frase que retrata o ano de 2018 da Venezuela, o país que está a passar pela sua própria Grande Depressão.

Por: Gonçalo Taborda

(Miguel Gutierrez/Lusa)

Em 2016 houve troféu. 2018 arrastou Portugal do topo da Europa até ao fundo da classificação. Mas nem tudo foi mau: Portugal ganhou fora do palco com ao organizar um Festival impecável. E, aliás, se for mesmo para haver um vencedor português, esse é uma mulher: Filomena Cautela, uma das apresentadoras que fizeram parte da organização do Festival, que recebeu as palmas do mundo inteiro com a sua animação, poder de interação e profissionalismo.

Por: Magda Cruz

Netta Birzilai, representou Israel, cantou o tema “Toy” e arrecadou o título de vencedora da 63.ª edição do Festival da Eurovisão. (José Sena Goulão/Lusa)

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