O Fantástico Homem-BD: Stan Lee

(Maria Lourenço/Oitava Colina)

O luto pelas celebridades já parece ter-se tornado num ritual macabro: é anunciada a morte, surgem as hashtags, as fotografias a preto e branco e, uma semana depois, já todos seguiram em frente porque, afinal de contas, o mundo continua a girar. Mas com Stan Lee foi diferente. Talvez porque os heróis que ele criou tinham o poder para parar a rotação da Terra ou talvez porque eram muito mais que meras personagens fictícias

Com a morte de Stan Lee, a 12 de novembro de 2018, assistimos a um fenómeno: uma tomada de consciência. Parece que, com o seu falecimento, todos olhámos em volta, e olhámos para trás. Todos percebemos a magnitude do seu impacto nas nossas vidas. Pessoas com experiências do mundo totalmente distintas conheciam este homem ou, pelo menos, as criações de Stan. Pessoas de países, continentes e gerações diferentes haviam crescido a admirar os heróis que Stan The Man Lee trouxera ao mundo.

Este senhor de bigode e óculos escuros era muito mais do que aquele senhor de bigode e óculos escuros que aparecia em todos os filmes da produtora Marvel – que ele ajudou a criar. Era muito mais do que a força criativa por trás do Homem-Aranha, do Quarteto Fantástico, do Hulk e tantos outros. Stanley Martin Lieber era um contador de histórias, uma pessoa que não tinha medo de criar coisas fantásticas e de as lançar ao mundo, de exceder os limites da realidade e de colocar num meio tido como algo infantil temas maturos, intemporais, com os quais pessoas de todas as idades e origens se podiam relacionar.

Tal como os heróis que criou, Stan estava longe de ser uma pessoa perfeita. Mas, também como eles, foi capaz de deixar para trás um mundo um pouco melhor do que aquele  que encontrou.

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