O lince está de volta

Lynx pardinus © ICNF

A Península Ibérica é o único território onde existe este tipo de lince, que tem o nome científico Lynx Pardina.

Em meados do século XIX havia uns cem mil linces espalhados por toda a Península Ibérica. A escassez do principal alimento – o coelho bravo – acelerou o declínio da espécie ao longo do século XX. Na viragem para o século XXI, o lince tinha entrado tanto em Portugal como em Espanha numa situação de pré-extinção, daí terem sido desenvolvidas políticas para preservar a espécie e aumentar a sua presença.

A reprodução em cativeiro tornou-se uma solução de fim de linha para o felino mais ameaçado do planeta. Há três centros de reprodução instalados no sul de Espanha. Em Portugal, funciona outro, desde 2008, situado em Silves, no Algarve, tudo com o patrocínio da União Europeia.

A criação de lince ibérico em cativeiro está a ser bem sucedida. Os felinos são treinados, sob protecção, para a vida na natureza. Nem todos conseguem. É assim que o primeiro dos linces criados em Silves – Azahar – está agora, como embaixador da espécie, em mostra numa situação de cativeiro no Jardim Zoológico de Lisboa. Mas dois outros animais – o Jacarandá e o Katmandu -, procedentes do Centro de Reprodução de Silves, já foram lançados na natureza, no habitat privilegiado do Vale do Guadiana. São os primeiros e têm instalados um chip que permite acompanhá-los e cuidar a sua protecção.

A perita Sofia Silveira, do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, anuncia-nos o plano de lançamento na natureza de oito a dez linces por ano, ao longo dos próximos cinco anos. É o começo de um ciclo. Para a revitalização da população de lince ibérico, ainda sob muita ameaça.

O lince está de volta

Por Ana Filipa Bento

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