Personalidades do ano: do ativismo ambiental às exceções que marcaram a política nacional

Ilustração: CARLOTA REAL/8ª COLINA Fotografias originais: LUSA

Entre as personalidades que marcaram o ano de 2019, destacou-se a nível internacional Greta Thunberg, uma jovem ativista ambiental. A nível nacional, destacam-se duas personalidades políticas: Joacine Katar Moreira, cabeça de lista por Lisboa do Partido Livre, e André Ventura, líder do Partido Chega.

Greta Thunberg apresenta-se como uma adolescente de 16 anos “a quem os sonhos e a infância foram roubados”. Também acusa os políticos de produzirem apenas “palavras vazias”, dado que, na sua opinião, estes se demitem de qualquer intervenção nas questões ambientais.

A jovem sueca marcou o ano de 2019 com o seu discurso emocionado na Cimeira do Clima da ONU. Lançou também o movimento da greve climática global, que deu origem a uma série de greves a nível mundial – inclusive em Portugal

Já a nível interno, foi a política que teve maior destaque. As eleições legislativas, realizadas em outubro, permitiram a entrada da extrema-direita no parlamento, com a eleição de André Ventura pelo Partido Chega. Também pela primeira vez o Livre conseguiu assento parlamentar, elegendo a cabeça de lista por Lisboa, Joacine Katar Moreira.

A nova deputada luso-guineense, que é também historiadora e ativista, foi alvo de especial atenção devido às suas limitações na fala. A sua gaguez foi considerada por alguns uma manobra para captar votos.

A aparição de André Ventura marcou igualmente a atualidade nacional. Acusado de defender ideias racistas, xenófobas e preconceituosas, o deputado do Chega diz existir uma tolerância excessiva em relação a algumas minorias étnicas, nomeadamente a etnia cigana, afirmando que os seus membros vivem apenas dos subsídios do Estado.

O comportamento destas duas últimas personalidades não deixou os jovens indiferentes. Na opinião de David Pinto, aluno do curso de Administração Pública no ISCSP e militante da Juventude Socialista, “André Ventura impõe a vontade de uma ficcional maioria branca, masculina, contribuinte fiscal, e o esforço de Joacine não se prende com o sonho da igualdade: diferencia-se por um discurso de vingança, de perpetuação da mágoa e de revolta em relação ao passado. Ambos ameaçam o nosso sistema democrático”.

Entre o ativismo ambiental capaz de gerar grandes mobilizações coletivas e os posicionamentos políticos que causaram forte impacto na opinião pública, estas personalidades marcaram inegavelmente o ano de 2019. 

Artigo escrito por: Joana Nunes
Ilustração: Carlota Real/8ª Colina
Fotografias originais: Lusa

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