Portugal venceu a primeira edição da Liga das Nações

JOSÉ COELHO/LUSA

Em junho deste ano realizou-se a primeira edição da final-four da Liga das Nações de futebol, uma nova competição da UEFA. A seleção nacional foi a vencedora, ao derrotar, na final, a seleção da Holanda por 1-0.

 

Como não poderia deixar de ser, o futebol, desporto-rei, deixou a sua marca em 2019, ano de estreia da Liga das Nações. A nova prova da UEFA foi criada para que as seleções pudessem competir nos períodos durante os quais havia um interregno competitivo, ou seja, entre o Campeonato do Mundo e o Europeu de Futebol.

Este ano, a fase final da Liga, a final-four, realizou-se em solo português. Entre as cidades de Guimarães e do Porto, as seleções de Portugal, da Inglaterra, da Holanda e da Suíça disputaram o novo troféu.

A primeira meia-final opôs a seleção nacional à seleção suíça, num jogo que se realizou no Estádio do Dragão. Cristiano Ronaldo, com um hat-trick, foi decisivo, e Portugal garantiu assim a presença na final da competição.

Mais a norte, na cidade-berço, jogou-se a segunda meia-final, disputada entre a Inglaterra e a Holanda. Depois de o marcador não ter sofrido alterações durante o tempo regulamentar, o vencedor acabou por ser descoberto no prolongamento: a seleção dos Países Baixos, que marcou dois golos sem resposta.

A grande final teve como palco o Estádio do Dragão, na Cidade Invicta, onde Portugal mediu forças com a Holanda. Num jogo equilibrado, o resultado acabou por pender para o lado português quando Gonçalo Guedes, aos 60 minutos, desferiu um remate indefensável para o guarda-redes da “laranja mecânica”.

Findos os 90 minutos, a festa que começou no estádio do Dragão espalhou-se por todo o país: Portugal fazia história e conquistava a primeira edição da Liga das Nações. Esta conquista foi o segundo grande troféu português de seleções, depois da vitória no Europeu de 2016.

Se estas conquistas são importantes para toda a população portuguesa, também o são para quem ambiciona chegar ao mais alto nível do futebol nacional e trabalha todos os dias para isso. O defesa central dos juniores do Sport Lisboa e Benfica Alexandre Penetra diz que, para os jogadores mais jovens, como é o seu caso, “é muito importante crescer e ver a nossa seleção a ganhar títulos”. Certo é que a equipa das quinas atravessa um bom momento e isso motiva os jovens jogadores. “Ao vermos que a nossa seleção é uma das melhores do mundo, isso traz-nos uma motivação extra para continuarmos a trabalhar e conseguirmos conquistar algo importante”, refere Alexandre. Chegar ao patamar da seleção é um sonho para qualquer jogador das camadas jovens, pois “ganhar algo pela seleção é como se fosse a cereja no topo do bolo, porque é mesmo difícil”. 

Quem também fez história foi o selecionador nacional. O dia 9 de junho ficou marcado para Fernando Santos como a data em que se juntou a um lote restrito de selecionadores que venceram duas grandes competições seguidas, feito que só tinha sido alcançado por Vicente del Bosque e Joakim Löw, ao comando das seleções espanhola e alemã, respetivamente.

Artigo escrito por: Beatriz Marques e Diogo Ventura
Fotografia de capa: José Coelho/Lusa

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