Presidenciais 2021: Do Porto para Belém. Tiago Mayan, o democrata liberal na corrida à presidência

Este artigo também está disponível em formato áudio, resultado da nossa parceria com a ESCS FM. As ruas da cidade invicta acompanham-no no percurso que tem feito pelo universo da política.

Tiago Mayan Gonçalves considera-se a primeira alternativa “genuinamente liberal” à presidência da República. Nascido e criado na cidade do Porto, o advogado, de 43 anos, candidata-se ao cargo de Presidente da República com o apoio da Iniciativa Liberal (IL). A ESCS FM em parceria com o 8ª Colina exploraram o seu percurso e as suas principais lutas.

O mar viu-o crescer. Os corredores da Universidade Católica do Porto viram-no tornar-se advogado. As ruas da cidade invicta acompanham-no no percurso que tem feito pelo universo da política.

Tiago Mayan Gonçalves é o homem que se considera a primeira alternativa “genuinamente liberal” à presidência da República. Nascido e criado na cidade do Porto, o advogado, de 43 anos, candidata-se ao cargo de Presidente da República com o apoio da Iniciativa Liberal (IL). Em julho de 2020, anunciou a sua candidatura a Belém e em novembro apresentou-a, reunindo depois um total de 9 mil assinaturas para a formalizar.

O candidato faz questão de mostrar nos vídeos de campanha que utiliza os transportes públicos para se deslocar para o Instituto Universitário da Maia, onde trabalha. Contacta semanalmente com a fome por que passam várias das famílias portuguesas e é essa realidade que o leva a ambicionar pelo fim da estagnação económica do país e pela resolução da “avaria do elevador social”, como refere no vídeo publicado no Facebook em que mostra o seu dia-a-dia. Para além disso, também se dedicou a serviços associativos, como o trabalho que desenvolveu na ELSA (European Law Students Association).

Cidadão comum, desconhecido para muitos até há dois meses, Mayan não faz da política profissão. Em 2016 ajudou a fundar a Associação Iniciativa Liberal, reconhecida como partido político apenas no final do ano seguinte. Desde então, preside ao Conselho de Jurisdição do partido. Antes de ser militante liberal, esteve filiado ao PSD.

Envolveu-se ainda nas campanhas do movimento independente “Porto, o Nosso Partido” durante as eleições autárquicas de 2017, em apoio a Rui Moreira, atual presidente da Câmara Municipal do Porto. Dentro do movimento, desempenha o papel de membro suplente da Assembleia da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde.

Foto cedida pela RTP. O candidato, Tiago Mayan Gonçalves, durante o debate televisivo entre os candidatos às Eleições Presidenciais, moderado pelo jornalista Carlos Daniel, nos estúdios da RTP, em Lisboa, 12 de janeiro de 2021. Marcelo Rebelo de Sousa, candidato a um segundo mandato em Belém, participa à distância, a partir da sua residência, depois de ter testado positivo ao novo coronavírus. PEDRO PINA/RTP/LUSA

Na página da IL dedicada à sua candidatura, Mayan apresenta-se como o candidato contra a dependência do Estado e pela luta dos valores da Revolução Liberal portuguesa, como a soberania do cidadão, a igualdade perante a lei, a separação de poderes, o pluralismo político e a liberdade de expressão. Garante que foi por aqueles com quem se cruza todos os dias que entrou na corrida à presidência e acredita ser “preciso construir um Portugal para todos, sem exceção, com amor e coragem”.

Ao longo dos debates presidenciais, as intervenções com mais destaque de Tiago Mayan foram as críticas ao Serviço Nacional de Saúde e às falhas do período de governação socialista, no qual afirma “fomos ultrapassados por vários países europeus e estamos em risco de ser o país mais pobre da Europa”. Critica fortemente o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, de quem diz que o último mandato serviu apenas para a “busca de popularidade”.

No último debate, o frente-a-frente entre os sete candidatos, emitido pela RTP no dia 12 de janeiro, Mayan mostrou a sua visão para o país: “Portugal terá de ser os dez milhões de visões, anseios, esperanças, desejos e ambições de todos os portugueses e dos que cá viveram”.

Por agora, Mayan aparece no fim da tabela das sondagens realizadas pela Pitagórica para a TVI e jornal Observador, entre os candidatos João Ferreira e Vitorino Silva, com 2,3% das intenções de voto.

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