Presidenciais 2021:João Ferreira quer cumprir e fazer cumprir a Constituição

Este artigo também está disponível em formato áudio, resultado da nossa parceria com a ESCS FM. Eurodeputado, vereador da Câmara Municipal de Lisboa e membro do Comité Central do PCP. João Ferreira é um dos 7 candidatos à presidência da república. A ESCS FM em parceria com o 8ª Colina exploraram o seu percurso e as suas principais bandeiras.

Apesar de ser o mais novo dos candidatos a Belém, experiência não falta ao candidato presidencial apoiado pelo Partido Comunista Português e pelo Partido Ecologista “Os Verdes”. Aos 42 anos, João Ferreira traz consigo uma larga bagagem profissional em vários cargos políticos, ligada também à defesa laboral dos investigadores.

Formado em Biologia, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, João Ferreira esteve durante vários anos ligado à investigação, antes de ingressar na política.

Antes da campanha presidencial, o candidato dividia o tempo entre Bruxelas e Estrasburgo, onde é eurodeputado desde 2009, um cargo que o obriga a percorrer o país de norte a sul, de forma a conhecer as necessidades de cada região. Para além disto, João Ferreira é vereador da Câmara Municipal de Lisboa, também desde 2009. O candidato é ainda membro do Comité Central, da Direção da Organização Regional de Lisboa e da Direção do Sector Intelectual de Lisboa do PCP.

Nestas eleições presidenciais, João Ferreira vai tentar melhorar o resultado obtido em 2016, quando o candidato apoiado pelo PCP à data, Edgar Silva, somou 3,85% dos votos.

Apontado como um dos possíveis sucessores do secretário-geral do Partido Comunista Português, João Ferreira traz consigo a vontade de combater as injustiças sociais e diminuir o fosso entre os ricos e os pobres. Os direitos dos trabalhadores, a precariedade dos salários e das condições de trabalho, a saúde, o ambiente, a economia e a cultura são temas que o candidato trouxe para a discussão na campanha para as eleições presidenciais.

João Ferreira não esconde ainda que na condição de Presidente vai querer usar todos os poderes consagrados na Constituição, de forma a otimizar a distribuição da riqueza nacional, melhorar os salários em geral e conseguir uma valorização do Serviço Nacional de Saúde.

O candidato comunista pretende cativar o eleitorado mais jovem, sem esquecer os camaradas mais velhos afetos ao Partido. Aliás, João Ferreira considera que a sua candidatura se dirige muito para lá das fronteiras do eleitorado do PCP: “Devo dizer que tenho recebido apoios de setores e quadrantes diversos, alguns muito diferentes do meu”, afirmou numa entrevista à RTP. O candidato promete fazer de tudo para conseguir chegar a uma 2.ª volta, porque, na sua visão, nada está perdido.

O candidato do Partido Comunista Português (PCP) às eleições presidenciais, João Ferreira, discursa durante a iniciativa de campanha "Um horizonte de esperança – Emprego, direitos e produção", no Fórum Municipal Luísa Todi em Setubal, 16 de janeiro de 2021. RUI MINDERICO/LUSA

A corrida a Belém fica também marcada pelo orçamento apresentado pela sua candidatura, no valor de 450 mil euros. Mas o candidato diz que as contas se fazem no fim e que o valor final será diferente. João Ferreira quer que o investimento tenha retorno e, por isso, não teme vir a gastar valores elevados. “O orçamento corresponde a uma campanha que, mesmo nas atuais circunstâncias, exige contacto com os trabalhadores e as populações e o envolvimento de todos em ações de esclarecimento e mobilização para o voto. Os cidadãos não são meros assistentes ou espectadores e devem ser participantes e isso envolve, ainda mais na atual situação, despesas que permitam uma ampla informação, contacto e participação”, defende o eurodeputado.

“Coragem e confiança. Um horizonte de esperança”: é sob este lema que João Ferreira quer levar o eleitorado a pôr uma cruz no boletim de voto, para cumprir e fazer cumprir a Constituição.

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