Presidente da escstunis: “25 anos depois, o objetivo é manter a qualidade e conseguirmos superar-nos”

No dia em que a escstunis completa 25 anos, o 8ª Colina esteve presente nas comemorações e conversou com a atual presidente da tuna da Escola Superior de Comunicação Social, Vanessa Ideias. A comunidade escsiana cantou os parabéns à tuna, mas a festa não acaba aqui.

 

Vanessa Ideias tem 28 anos e entrou para a ESCS em 2009. Licenciou-se em Publicidade e Marketing e, no final do segundo ano do curso, entrou na tuna. Maio de 2020 vai marcar o nono aniversário do começo desta aventura.

Prestes a findar o segundo ano de licenciatura, marcou presença no XV Tuna M’Isto – o festival da escstunis -, em 2011, na Aula Magna. Tanto o evento como a insistência dos seus colegas contribuíram para aguçar a vontade de Vanessa de integrar a tuna da ESCS. Devido à hora tardia dos ensaios e à deslocação a que era obrigada, apenas aceitou assistir pela primeira vez a um ensaio quando lhe ofereceram casa onde ficar. 

“Assim que entrei na ESCS quis ir para a tuna, mas no início do curso não estava a morar em Lisboa. Uma hora de caminho Lisboa-Lourinhã tornou a ida aos ensaios impossível.”

No ano letivo seguinte, veio viver para Lisboa, quebrando a última barreira que a separava da tuna. Quando passou de candidata a caloira, foi a guitarra o seu primeiro instrumento. Ainda assim, sabia que não era bem aquilo que queria, pelo que, à primeira oportunidade, mudou para percussão – onde se mantém até agora. 

Não é a primeira vez que Vanessa Ideias preside a escstunis. Quando era caloira da tuna, pertenceu à direção, enquanto tesoureira. No ano letivo de 2016-2017, os seus conhecimentos aliados à disponibilidade levaram-na a estrear-se no cargo de presidente. Apesar de considerar difícil gerir pessoas e lidar com pessoas, três anos depois, desempenha o segundo mandato. “Dá muito trabalho e, como o número de membros é maior, torna-se ainda mais desafiante. É preciso existirem motores para fazer a tuna andar. Por isso, se não estiverem presentes as pessoas que fazem de suporte para que as coisas andem, nada acontece”, desabafa a presidente. 

“É preciso existirem motores para fazer a tuna andar.”

Enquanto presidente, as suas funções passam por dar conta das necessidades existentes, tratar dos convites para atuações e das disponibilidades de deslocação, e sustentar as relações entre a tuna, a ESCS, o IPL e os núcleos.

Para comemorar os 25 anos, a escstunis teve direito a bolo de aniversário (Luísa Ribeiro/8ª Colina)

Os 25 anos de existência da escstunis serão comemorados ao longo do ano, algo comum nas tunas lisboetas. Nas comemorações deste aniversário, o foco será o espetáculo dos 25 anos.

Vanessa conta ao 8ª Colina que o espetáculo irá retratar a história da escstunis, as suas vivências e as pessoas que por lá passaram. No entanto, existe o desafio de envolver as pessoas todas novamente num espetáculo que não seja igual: “25 anos depois, o objetivo é mantermos a qualidade e conseguirmos superar-nos.”

Espírito de sacrifício e de trabalho, força e um objetivo comum são alguns dos aspetos que Vanessa considera cruciais para o sucesso da escstunis. “Muitos passaram pela escstunis e houve muita gente a dar muito de si, mais do que seria expectável”, revela a presidente.

A composição da escstunis está prestes a atingir os 100 membros. Segundo a presidente, esta adesão torna a dinâmica da tuna muito complicada, por exemplo a nível das deslocações. “Atualmente, o tamanho da nossa tuna equivale a duas”, aponta Vanessa. O recrutamento – menos intenso este ano – e o “passa a palavra” continuam a ser os principais métodos que propiciam a entrada de novos membros.

“Ao longo dos oito anos existiram dois crescimentos em paralelo – o meu e o da escstunis.”

A escstunis reúne atualmente perto de 100 membros. (Luísa Ribeiro/8ª Colina)

Segundo Vanessa, a escstunis cresceu não só em número, mas também a nível de consistência, de rigor e de reconhecimento. A par da tuna, também a sua presidente cresceu. Vanessa acredita que a sua estadia lhe garantiu valências úteis para o mercado de trabalho, tais como a organização, a responsabilidade, a proatividade, o comprometimento e “a arte do desenrascanço”, brinca. Para além disto, contribuiu para melhorar as suas capacidades de comunicação, que põe à prova no seu projeto atual: está a criar um estúdio de design gráfico. “Trago da tuna este sentimento de metodologia do trabalho, como se estivesse a gerir pessoas – e neste caso estou a gerir-me a mim.”

Há 25 anos que a escstunis tem impacto positivo tanto na comunidade escsiana como na exterior. O espírito de camaradagem faz-se sentir não só entre os membros, como entre as respetivas famílias: “Há muitos pais que sentem que o filho não está em casa, mas que ali tem uma família”. O pilar do companheirismo mantém-se erguido. 

Texto: Ana Francisca e Mariana Coelho

Fotografias: Luísa Ribeiro

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