Reaprender em tempos de pandemia

A nova realidade do ensino superior

No dia 18 de março de 2020 o país parou, assim como o ensino presencial. Os alunos e professores universitários enfrentaram o desafio de aprender e ensinar através de plataformas online. Com o início do novo ano letivo, no qual se espera um regresso semelhante aos últimos quatro meses do ano passado, fomos tentar perceber junto de professores e alunos universitários como correram os meses de ensino à distância durante o Estado de Emergência Nacional. 

A Escola Superior de Comunicação Social (ESCS), a Universidade Católica Portuguesa (UCP) e a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) iniciaram de imediato as aulas à distância, enquanto o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) optou por manter contacto com os alunos e docentes via email, de forma a prepará-los para uma nova forma de aprendizagem.

André Sendin, presidente da ESCS, vê o próximo ano letivo “com uma dose de grande otimismo” e espera retomar as aulas presenciais sem sobressaltos. Na sua opinião, a escola encerrou na altura certa e, embora as aulas à distância não tenham funcionado na perfeição, considera que os dados são muito positivos, refletindo um grande nível de adaptação por parte dos alunos e professores. 

Quando a ESCS fechou, realizaram-se de imediato medidas de apoio técnico através de ações de formação para facilitar o acesso às plataformas online e foi dada aos professores total liberdade para escolherem o modo como iriam dirigir as aulas ao longo do semestre.

O ensino à distância não permite que se faça tudo àquilo que é feito presencialmente nas aulas práticas, já que os alunos não têm forma de trabalhar com o equipamento necessário disponibilizado na instituição. O presidente explica que são poucas as Unidades Curriculares (UC) a optar pela “compensação” destas aulas, que pode ir até 20% das horas totais antes determinadas para cada UC.

Devido à realização de exames presenciais e de forma a preparar o regresso dos alunos à instituição, implementaram-se medidas de contingência, como a distância de segurança, a obrigatoriedade do uso de máscara, o uso de pulverizadores para limpar equipamentos, a montagem de acrílicos em todos os serviços académicos presenciais, a colocação de gel desinfetante em vários locais-chave do edifício e a marcação de corredores. O presidente da ESCS frisou ainda que “não vai haver uma única aula se não estiverem satisfeitas todas as condições determinadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelos serviços de saúde ocupacional”. Para André Sendin, o foco está no começo das aulas em outubro, pois, por agora, o importante é pensar a curto prazo, uma vez que o que tem feito é “gerir o caos”.

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O ensino deixou as salas de aula e entrou na casa de todos. Veio alterar rotinas, trouxe mais motivação e uma nova forma de aprendizagem. Docentes e estudantes aguardam com curiosidade o próximo ano letivo, admitindo uma conciliação do regime presencial com o online. Estas plataformas podem ser o futuro do ensino no mundo.

Artigo escrito por: Inês Rosa e Joana Margarida Fialho
Fotografia de capa: João Pedro Morais / 8ª COLINA

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