Regresso ao Estoril

 A chuva deu tréguas ao rali e brilhou na tarde de 3 de abril. O tempo e a privilegiada proximidade aos carros levaram muito público ao Estoril (a organização aponta para 10 mil pessoas), que teve a honra de ser o ponto de partida da prova, como acontecia nas décadas de 1970 e 1980. A apresentação de pilotos e máquinas – mais uma aposta ganha do ACP (Automóvel Club de Portugal), que se afirma cada vez mais como o modelo a seguir pelos restantes organizadores de provas do mundial – foi um tremendo sucesso, e nem os maus speakers (um deles chegou a admitir que não percebia quase nada da modalidade) estragaram esta festa de apresentação, que marcou o início da edição de 2014 do Vodafone Rali de Portugal. Todos os pilotos passaram um a um pelo palanque e seguiram para Belém, local onde começou a prova, com uma super especial espetáculo na zona do Mosteiro dos Jerónimos.

Os mais aplaudidos da tarde foram Ricardo Moura, atual tricampeão português de ralis; Bernardo Sousa, único português a participar no mundial, na categoria WRC2 – categoria secundária do Mundial –; Rui Madeira, que cumpre este ano 25 anos de carreira; Nasser Al-attyah; Dani Sordo; o campeão mundial, Sébastien Ogier; e Jari-Matti Latvala, que celebrava 29 anos nesse dia e que, por isso, mereceu que o público presente lhe cantasse os parabéns, quando subiu ao palanque.

Mas, antes desta apresentação, os carros estiveram expostos em parque fechado, e os principais pilotos estiveram a distribuir autógrafos durante 30 minutos – tempo notoriamente insuficiente, dada a quantidade de pessoas que se deslocaram até ao local para obter a assinatura dos principais pilotos do mundial. As fotos com estes também não faltaram, sendo que um dos pilotos mais solicitados foi o espanhol Dani Sordo, que este ano corre pela Hyundai, a equipa que volta ao WRC 11 anos depois, e que conseguiu o seu primeiro pódio da história no rali do México, prova anterior à portuguesa.

Homem de palavra

 Antes da ordem de partida dos pilotos, Ogier cumpriu uma promessa feita em 2008. O então piloto de 24 anos estava a dar os primeiros passos internacionais ao competir no JWRC – campeonato de iniciação do mundial, onde se sagrou campeão nesse mesmo ano – e veio até Portugal para fazer os reconhecimentos da prova e assim preparar o futuro. Na altura, tal só foi possível com a ajuda de João Passos – um dos organizadores da prova –, que o fez prometer que entregaria 1000€ (valor da inscrição para fazer os reconhecimentos) a uma instituição à sua escolha quando fosse campeão mundial. A promessa foi cumprida seis anos depois, sendo a escolha do campeão do mundo os Bombeiros do Estoril.

Texto e Fotos: Rodrigo Fernandes

 

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